Com poucos reforços confirmados para a próxima temporada, e com algumas perdas de jogadores importantes, o Coritiba, pelo menos até agora, está com o seu meio de campo enfraquecido para o início dos trabalhos de 2017. O time alviverde, que perdeu os armadores Raphael Veiga, Juan e dificilmente deve conseguir a renovação do contrato de César González, tem poucas opções para o setor de criação para a disputa do Campeonato Paranaense.

Após o Campeonato Brasileiro, o técnico Paulo César Carpegiani afirmou, em entrevista coletiva, que o clube teria que contratar de seis a sete reforços para 2017. No momento, apenas cinco novidades chegaram e até quarta-feira, quando a equipe alviverde se apresenta para o início da pré-temporada, pelo menos mais três jogadores devem ser anunciados.

O treinador pediu reforços para as duas laterais e para o setor de criação. A preocupação com o meio de campo coxa-branca não é a toa. Até o momento, as opções são os meias Ruy, Thiago Lopes e Yan Sasse. Dos três, somente o último atuou mais com Carpegiani, mas ainda é muito jovem para assumir a responsabilidade de ser o garçom do Verdão na temporada de 2017.

Por isso, segundo o diretor de futebol coxa-branca, Alex Brasil, contratar um meia de criação, tradicionalmente conhecido como o camisa 10, ainda é prioridade para a cúpula alviverde. “Claro (o clube busca um camisa 10). O Coritiba sempre busca grandes jogadores que venham para somar naquilo que são as nossas carências e as nossas necessidades”, frisou o dirigente, em entrevista à Tribuna.

Yan Sasse recebeu diversas oportunidades com o técnico Paulo César Carpegiani, agradou bastante o treinador e deve ser um dos principais jogadores nesta nova temporada. Além desses três, a diretoria ainda tenta a renovação do contratos dee César González.

Bernardo também estava nos planos. O jogador, sempre polêmico por onde passou, foi contratado em junho, mas demorou para adquirir sua melhor forma física e atuou apenas 10 vezes, sendo apenas uma delas como titular, na última rodada do Brasileirão, contra a Ponte Preta, em Campinas. Mesmo assim, o clube procurou o atleta para estender seu vínculo, mas o contrato que seria firmado era por produtividade. Ou seja, ganharia de acordo com aquilo que render. Porém, na semana passada surgiu o interesse do Botafogo-SP e ele optou por disputar o Campeonato Paulista, deixando o setor coxa-branca ainda mais carente.

Já no caso do venezuelano, que até se lesionar teve bons momentos com a camisa coxa-branca, o acerto está mais complicado. O Coritiba, na sua política pés no chão, procurou González para renovar seu contrato, mas propôs uma redução salarial e isso pode dificultar a permanência no Alto da Glória.