Morreu na tarde desta sexta-feira (3), em Curitiba, o ex-jogador e ex-técnico Lori Sandri. Aos 65 anos, ele foi vítima de um tumor cerebral, doença contra a qual lutava há cerca de um ano. Natural de Encantado-RS, ele rumou ainda adolescente para Curitiba onde se formou em Educação Física na Universidade Federal do Paraná e construiu boa parte da sua carreira no futebol paranaense.

Como jogador, defendeu Água Verde, Rio Branco, Seleto, Atlético, Londrina e Pinheiros. Como treinador, começou a nova carreira justamente no Pinheiros, seu último clube como atleta. Trabalhou também no Furacão, onde foi campeão paranaense em 1983, no Coxa, levando a equipe ao vice-campeonato da Série B, e consequentemente ao acesso, em 1995, e Paraná, com a boa campanha no Brasileirão em 2005. Seu último trabalho por aqui foi em 2007, quando treinou o Tricolor novamente.

Além do futebol paranaense, Lori Sandri passou por mais 27 clubes, entre eles Goiás, Internacional e Atlético-MG. Também esteve boa parte da carreira na Ásia, comandando times da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Japão. Entre as principais conquistas, foi campeão gaúcho em 1998, pelo Juventude, e em 2004, pelo Internacional, da Copa do Golfo, em 1992, e da Liga da Arábia, pelo Al-Shabbab, e da Copa da Arábia, em 1999, pelo Ah-Hilal. Já seu último time foi o Botafogo-SP, em 2012, quando se aposentou.

O corpo do ex-treinador será cremado hoje, na Capela Vaticano, em Campina Grande do Sul. Lori deixou uma esposa, três filhos e um neto. Como homenagem, a Federação Paranaense de Futebol decretou um minuto de silêncio no clássico Atletiba, no jogo do Londrina contra o Santos-AP, pela Série D, e nas demais partidas organizadas pela entidade.

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