Marcelinho Paraíba no São Paulo em janeiro para a disputa da Libertadores? A notícia pipocou na imprensa paulista após o jogo da seleção brasileira na quarta-feira e caiu como uma bomba ontem no CT da Graciosa.

Tudo porque a diretoria alviverde e o próprio jogador anunciaram com pompa e circunstância a renovação de contrato, além das juras de amor, até junho do ano que vem. E tudo parecia estar mudando.

O clima de suspense aumentou quando os titulares foram liberados do treinamento da tarde, mas, oficialmente, o jogador deverá cumprir o contrato que tem até o final. Ou não?

No CT da Graciosa, quem se manifestou foi o diretor de futebol João Carlos Vialle. “Eu não sei que contrato foi feito e que cláusulas foram colocadas. Não foi me informado e também não me preocupei em saber. O que posso dizer é que só com o (Felipe) Ximenes (coordenador de futebol) para que nós tenhamos conhecimento do que foi feito”, apontou.

Para ele, o fato de não saber detalhes do contrato foi não ter iniciado as conversas da renovação. “Recomendei que conversassem com o Felipe, porque ele teria todas as informações. Ele tinha conhecimento do que estava realmente ocorrendo”, disse.

Apesar da estranheza do diretor de futebol passar a bola para outro, Ximenes disse que é tudo especulação. “Ele tem contrato com o clube e espero que cumpra, não tenho como falar a respeito”, destacou.

Para FX, nesse momento, esse tipo de informação só atrapalha e por isso ele não quis revelar detalhes do contrato e se o MP9 poderia usar alguma cláusula para sair em janeiro. “Isso não acrescenta em nada”, declarou o dirigente. Essa foi a mesma conversa de Joseph Lee, representante de Marcelinho Paraíba.

“Estão escrevendo muito na internet. Ele está no Coritiba, vai respeitar o contrato e tem a obrigação de ajudar o Coritiba a sair dessa situação e não correr risco de rebaixamento”, disse o empresário.

Sobre uma possível saída em janeiro, Lee garante que não há nada concreto. “Se há proposta e é boa para o Marcelo, sento e discuto com o clube”, avisa. Ele garante que a tendência é ele permanecer em 2010, mesmo disputando o Paranaense. “Não tem problema, o Marcelinho é um cara tranquilo e gosta muito do clube, da cidade e dos companheiros”, finaliza o empresário.

Os desmentidos também aconteceram no Morumbi. Os dirigentes do Tricolor não confirmaram a informação, mas a sensação em São Paulo é que tudo ficaria para o final do ano e que seria usada a tal cláusula que permitiria a saída em janeiro.