Ainda restam mais duas rodadas para o término da temporada 2012 para o Coritiba. Embora ainda se preocupe com uma remota chance de lutar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o clube já começa a pensar, internamente, a temporada 2013. Nesta projeção, o desempenho deste ano também é levado em consideração.

Ao longo destes 11 meses que se passaram, o Coxa passou por altos e baixos. Obteve o tricampeonato paranaense, foi vice da Copa do Brasil, mas chegou a briga contra o rebaixamento para a Série B. Para o superintendente de futebol do Alviverde, Felipe Ximenes, o fato de a Copa do Brasil ter se estendido este ano, pegando mais rodadas do Brasileirão, foi decisivo para a queda de rendimento nos primeiros meses do Brasileiro.

“Eu penso que o fato mais determinante foi a perda da Copa do Brasil. Fizemos oito jogos após a final, em 21 dias. Tivemos muito pouco tempo de recuperação, ainda mais da maneira como foi a perda do título”, declara.

Porém, a oscilação também pode ser reflexo da montagem do elenco. Para 2012, o Coxa, ao longo de todo ano, contratou 20 jogadores. Alguns deles se encaixaram como uma luva, casos do atacante Deivid, do meio-campo Lincoln e do lateral-direito Victor Ferraz. Porém, outros não mostraram por que vieram, tanto que três deles (os volantes Lima e França e o meio-campo Renan Oliveira) já deixaram o clube, enquanto outros foram pouco aproveitados -alguns, por conta de graves lesões, como o atacante Keirrison, que sequer jogou.

De acordo com Ximenes, qualquer time está sujeito a boas e más contratações, e com o Coritiba não foi diferente. “É difícil fazer uma análise. Acertos e erros sempre tem. Em toda temporada tem um jogador que você espera que vai render mais, e não vai como você esperava, enquanto outros você espera que não vá amadurecer tão rápido e acaba jogando. O mais importante é sempre tratar um todo e não só o momento, negativo ou positivo”, afirma o dirigente.

Em uma rápida comparação com 2011, quando o Coxa também levantou o título estadual e chegou à decisão da Copa do Brasil, mas brigou pela vaga na Libertadores até a última rodada no Brasileiro, apenas 13 atletas – sendo três para as categorias de base -, foram contratados, enquanto boa parte da base de 2010 havia permanecido. Do time do ano passado para o atual, 15 foram embora. “O futebol é extremamente complexo e não se explica por uma simples razão uma queda ou um alto rendimento”, completa o superintendente.