A estrela dourada orgulha a nação alviverde, mas uma segunda ainda não dá para ser prometida, pelo menos pelos atuais dirigentes. “Eu acho que é muito cedo para prometer um título deste nível, mas não tenha dúvida que nós vamos trabalhar muito para um dia o Coritiba chegar lá de novo”, avisa Vilson Ribeiro de Andrade, vice-presidente do Coritiba. A receita, segundo ele, para que isso aconteça é uma só: estrutura. “Se não for na nossa diretoria, vai ser com outros dirigentes, mas que tenham todas as condições de conseguir essa vitória. Temos que estruturar o clube para que isso aconteça”, aponta.

De acordo com o dirigente, tornar o clube novamente um protagonista no cenário nacional é a principal meta no Alto da Glória. “Em 1985, fomos campeões brasileiros e, em 1986, caímos para a Segunda Divisão. O que nós jamais podemos fazer é esquecer a importância de uma estrutura e de um planejamento, que vai desde do infantil até o profissional, além da estrutura financeira em volta do clube. Esse é o grande objetivo dessa diretoria: trazer o Coritiba ao cenário nacional em condições de disputar títulos e não ser um mero coadjuvante, como tem sido ao longo dos anos”, destaca Andrade.

Mesmo assim, o clube não pode deixar de comemorar os 25 anos da conquista de 1985. “O Coritiba tem 34 títulos estaduais, que são também importantes, mas este título é único na história do clube. Em cem anos nós tivemos um único título nacional embora também tenhamos o Fita Azul e o Torneio do Povo, mas este é o título mais importante e o Coritiba só voltará a ter um título desse valor se nós tivermos uma estrutura que dê um potencial econômico para o clube em melhores condições”, reitera, afirmando que as dificuldade de 25 anos atrás são iguais ás de agora. “As dificuldades não mudaram e aquela de 1985 continua a mesma hoje.”

Vilson Ribeiro de Andrade recorda, como milhares de coxas, estava em casa, em Curitiba, naquela noite de 31 de julho e madrugada de 1.º de agosto, comemorando a conquista. “Eu estava na minha casa com a minha esposa e nos abraçamos muito e choramos muito naquele dia. Foi um dia muito feliz na minha vida ver o Coritiba campeão brasileiro. Na época, era apenas um torcedor e um apaixonado pelo clube”, finaliza.