É óbvio, mas é necessário: não foi neste sábado (3) que o Coritiba perdeu a chance de subir para a primeira divisão. Foi sim uma construção de todo o ano, que só teve o último ato na triste derrota para o Guarani no Couto Pereira. O sem-número de falhas cometidas pela diretoria se somou aos erros em campo, e aí não há tradição ou camisa que consigam salvar. Como disse o técnico Argel Fucks, o Coxa foi muito menor que sua história nesta Série B do Campeonato Brasileiro.

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O ano de 2018 foi repleto de momentos em que muita gente (não era um ou outro analista, ou mesmo um “torcedor de oposição”, como gostam de falar dirigentes e seus bajuladores) alertou a diretoria do Coritiba de que o caminho estava errado. Além dos resultados em campo – derrota no Paranaense para o time alternativo do Atlético, eliminação precoce na opa do Brasil -, via-se que o departamento de futebol não andava. Que as contratações seguiam erradas, que faltava foco e convicção.

Mas não se podia dizer um “A”. Sempre que vinha a público, o presidente Samir Namur garantia que estava tudo sendo bem feito. Apenas na reta final do ano o cartola admitiu os erros no futebol – mesmo assim afirmando que “muita coisa boa tinha acontecido”. Sejamos sinceros: não fossem a melhor temporada da carreira de Guilherme Parede e a presença quase mítica de Wilson e o Coxa teria dado adeus às chances de acesso antes, e não com cinco rodadas para o fim da Segundona.

Faltou convicção no projeto, nas contratações e dispensas de técnicos (Tcheco que o diga), mas também faltou humildade para reconhecer os erros e tentar outro caminho. Um caminho que não levasse às contratações em baciada, mas sim na vinda de reforços pontuais. Não era melhor ter vindo sete ou oito jogadores confiáveis do que a lista gigante que foi trazida nesta temporada?

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Não se nega que o Coritiba precisava de uma reforma em sua administração. Austeridade nunca é defeito. Mas certamente seria possível fazer mais do que o clube fez – mesmo cuidando dos cofres. Em 2019, o dinheiro será ainda menor, e sabe-se lá como o Coxa fará sem contrato assinado para a transmissão da Série B. O certo é que este ano mostrou tudo que não se pode ser feito de novo, em nome da história alviverde.

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