Peça importante na arrancada recente do Coritiba no Campeonato Brasileiro, o meia Raphael Veiga, que tem vínculo com o clube até dezembro de 2017, deve assinar em breve um contrato de cinco anos com o Palmeiras. Porém, o que vem preocupando o torcedor coxa-branca não é a perda do jogador na próxima temporada, mas sim a queda de produção da jovem revelação nas últimas partidas, provando que o assédio de grandes clubes do futebol brasileiro mexeu realmente com a cabeça do atleta.

No empate em 1×1 diante do Atlético Nacional, quarta-feira, no Couto Pereira, pela Copa Sul-Americana, Raphael Veiga, depois de ter mais uma atuação abaixo da média, foi substituído no segundo tempo e bastante cobrado pelo torcedor. Isto porque, no final da tarde, já circulava a informação de que ele não havia aceitado a proposta de renovação com o Coritiba e estava com a situação encaminhada com o Palmeiras.

Diante deste quadro, o atleta, decisivo e titular absoluto sob o comando do técnico Paulo César Carpegiani, quando o Alviverde emplacou uma sequência de bons resultados e se afastou da zona de rebaixamento do Brasileirão, terá que conviver com essa cobrança maior, principalmente vindo da arquibancada. O treinador afirmou que tem conversado bastante com o jogador e que não pensa, de maneira algum, em tirá-lo do time titular.

“Nessas pesquisas que os times de maior expressão sempre buscam jogadores de qualidade. Todos têm interesse no menino. O menino realmente é muito bom, mas tem que ter tranquilidade. Tenho conversado com ele nesse aspecto e espero que ele sempre vá produzir. Não penso em tirá-lo da equipe. A torcida tem que ter compreensão também, é a carreira do menino”, apontou Carpegiani.

Com a negociação encaminhada, o Coritiba deverá receber 70% dos cerca de R$ 10 milhões pela transferência de Raphael Veiga para o Palmeiras, valor referente à da multa rescisória estipulada no contrato do jogador. Mesmo assim, o presidente coxa-branca, Rogério Bacellar, não vê como positiva a transferência e ainda reclama da atitude do Palmeiras, que também está interessado no zagueiro Juninho..

“O Palmeiras fez a proposta, rebatemos e estamos agora aguardando. O Audax é sócio do Coritiba nesse negócio e não podemos fazer nada sem eles. Pelo Coritiba, não venderíamos o jogador, mas fizeram a cabeça do menino e do Audax”, disparou o dirigente, em entrevista à Espn.

“O Coritiba está correto e o futebol brasileiro vive dessa forma. O Coritiba está escutando propostas e a torcida tem que entender isso. Não existe jogador inegociável. Todos têm seu preço. Quando consegue se atingir, é normal a saída de um ou outro. Talvez para o menino isso influa, mas a gente está trabalhando sobre esse aspecto com ele”, garantiu Carpegiani.

Entre Raphael Veiga e o Palmeiras está tudo certo, inclusive com a definição de salário e o tempo de contrato, que será de cinco anos. O Coritiba, além da quantia em dinheiro, pode receber também jogadores em troca do time paulista. Os dois clubes, no entanto, assim como o empresário do meia, não confirmam a negociação, o que deve acontecer somente após o término do Campeonato Brasileiro.

“Eles sinalizaram com a oferta de incluir atletas. Essa foi uma experiência ruim nossa. Com o Leandro Almeida, não pagaram e pegamos em jogador para quitar dívida. E depois com o Robinho, atrasaram e escolhemos três nomes – Amaral, Vinícius e Leandro. Quem está dando resultado somente agora com o Carpegiani é o Leandro. Os outros dois não estão dando retorno”, completou Bacellar.