Prejuízo nos borderôs, gastos a mais para viajar e concentrar longe de Curitiba, além de receita de menos com o fechamento do Couto Pereira. Tudo isso gerou um prejuízo de R$ 12 milhões ao Coritiba ao longo desta temporada.

Essa é a conta que o Alviverde faz após o pagamento da pena imposta pelo STJD pelo vandalismo no gramado do Alto da Glória, no final do ano passado, o que obrigou o clube a jogar na Vila Capanema e em Paranaguá, no Paranaense, e em Joinville, na Série B.

Segundo o vice-presidente do clube, Vilson Ribeiro de Andrade, o cálculo é o seguinte: “O prejuízo foi de R$ 2 milhões por mês, por que tem que se considerar perda de receita de sócio, perda de receita de placas, os custos da logística em Joinville. Então, tivemos, em quatro meses, R$ 8 milhões de prejuízo. Considerando que tivemos dois meses com a interdição do Couto Pereira no começo do ano são mais R$ 4 milhões. No total, são R$ 12 milhões”, soma o dirigente.

De acordo com Ribeiro, estão nos cálculos todos os gastos com a operação das partidas em Joinville, que foi a opção mais viável que restou ao clube. “A opção inicial era Paranaguá, mas não foi aceita pela CBF. Ponta Grossa tinha um problema no estádio, que não tinha capacidade exigida. Maringá tinha um problema de interdição e, em Londrina, o estádio também estava interditado. Então, as opções eram Cascavel e Joinville. Pela distância e pelos custos que teríamos em Cascavel, optamos por jogar em Joinville”, aponta. Na Manchester catarinense, 2.454 torcedores passaram, em média, pelas catracas.

No volta ao Couto, Andrade espera a ajuda dos torcedores. “Nós precisamos de 15 mil sócios para termos até o final do ano um equilíbrio. Senão, vamos trabalhar com déficit por um longo tempo. Por isso, precisamos muito do nosso associado. Ele é muito importante para o Coritiba nesse momento”, avisa o dirigente.

No ano passado, a média do Alviverde na Série A foi de 16.817. Em 2008, 19.254. No ano do título da Série B, em 2007, 17.377. “Temos a convicção que a torcida vai nos apoiar, vai levar o clube nos braços, vai lotar todos os jogos no Couto e, com certeza, vamos minimizar esse prejuízo até o final do ano”, finaliza o vice-presidente.

Clube vai processar

Esperançoso, o Coritiba ainda quer a restituição dos R$ 12 milhões que perdeu. “Existe um inquérito correndo no Ministério Público e, além dos indiciados, se não me engano são 16, tem um parecer do MP em relação à omissão do Estado.

O nosso jurídico, com base nesse parecer, vai avaliar se a ação seria contra o Estado ou contra as pessoas físicas que invadiram”, disse Vilson Ribeiro de Andrade.