Contra o Figueirense, domingo, às 17h, no Couto Pereira, o Coritiba irá encerrar aquela que foi a mais cansativa temporada da sua história. Desde a estreia em 2012, na vitória por 2 x 0 sobre o Toledo, até o confronto com os catarinenses, o clube terá entrado em campo 76 vezes – um recorde nos 103 anos do Alviverde. A marca supera os 74 jogos de 1972 e de 2003 e coloca o Coxa na condição de segundo clube que mais entrou em campo neste ano em todo o Brasil. Só o São Paulo o supera. Outros que mais vão jogar até o final do ano serão Grêmio e Corinthians, com 74 partidas (contando também os dois jogos do Mundial de Clubes do clube paulista) além de Palmeiras e Santos, com 73.

 

Do dia 22 de janeiro, quando fez sua primeira partida em 2012, até domingo, terão se passado 316 dias, o que dá uma média de um jogo a cada 4,15 dias. Uma verdadeira maratona, que os jogadores não escondem o alívio por terminar. “Foi um ano cansativo. Eu tive duas lesões que me afastaram por um tempo dos gramados. Mas mesmo assim foi cansativo e agora vou ter um mês tranquilo, para poder curtir a família”, disse o volante Willian, que entrou em campo 48 vezes, sendo um dos atletas que mais atuou. Ele fica atrás apenas de Vanderlei, que jogou 72 vezes, dos meio-campistas Lincoln, 63, e Éverton Ribeiro, 54, e do volante Júnior Urso, 50.

 

Aqueles que mais sofrem com tantos jogos, os atletas se mostram preocupados com esta forte sequência, principalmente por conta de possíveis lesões. O lateral-direito Victor Ferraz chegou ao Coxa somente em agosto, e fez 12 jogos, mas já havia entrado em campo outras vezes pelo Bragantino. Para ele, o desgaste, tanto físico quanto psicológico, também pesa nesta reta final. “Não tem como esconder [o alívio]. Isso é uma das coisas que mais nos preocupam, por que é muito difícil você completar uma temporada inteira sem lesão, algo que deveria ser raro. Eu fiz mais de 50 jogos este ano e não só a parte física, mas também a psicológica é muito desgastante”, destacou.

Embora gostem mais de entrar em campo do que apenas treinar, os próprios jogadores ressaltam a necessidade de se diminuir esta carga de partidas. “Não sei quem vê isso daí, mas é preciso rever para ter apenas um jogo por semana. Tivemos muitos jogos, desde o Estadual. Não quero encontrar culpados, eu estou aqui para trabalhar e jogador gosta de jogar, mas é muito cansativo e não dá para continuar assim”, afirmou Willian. “Teria que haver uma mudança no calendário, o que eu não acredito muito que vá acontecer. A tendência é até aumentar esta sequência de jogos”, completou Victor Ferraz.