A goleada sobre o Atlético por 3×0, em plena Arena da Baixada, no primeiro Atletiba decisivo do Campeonato Paranaense, provou que o técnico Pachequinho é sim o nome certo para comandar o Coritiba para a sequência da temporada. Ainda interino, o treinador foi o grande responsável pela grande atuação do Coxa que, mesmo fora de casa, engoliu o Furacão e deixou o time com uma mão e meia na taça do Estadual.

Pachequinho está vivendo a sua primeira final de campeonato como treinador e estudou bem o rival, dando uma aula de como vencer o Furacão na Arena da Baixada, que é o grande trunfo do Rubro-Negro, e que não perdia em seus domínios desde agosto do ano passado. Se engana quem pensa que o Alviverde apenas se defendeu. O Verdão bateu de frente e isso foi o grande mérito para conseguir o resultado positivo.

“A nossa proposta não era só se defender ou marcar o Atlético. Nós teríamos que propor. Jogar na Arena, sabendo do potencial do adversário, você tem criar alternativas para furar essa saída. Tivemos humildade sem a bola de baixar a marcação, todo mundo se doar e fechar os espaços, e com a posse de bola fazer aquilo que eles sabem e têm capacidade individual de trabalhar a bola e chegar na frente. Eles souberam entender o jogo e administrar a partida em alguns momentos quando eles estavam nos pressionando”, explicou o treinador.

“A pressão aqui na Arena é natural, já algum tempo acontece isso, o Atlético vem para cima. Mas aí vem a maturidade dos nossos atletas, de saber que ninguém consegue fazer pressão praticamente o primeiro tempo inteiro, é difícil. Conseguimos controlar isso e saber que em alguns momentos tínhamos que recuar, o que é natural, mas o mais importante é que quando recuperávamos a bola tivemos a saída com qualidade”, prosseguiu Pachequinho.

Em alguns momentos do Atletiba, o Coritiba parecia que estava atuando em casa. Com uma marcação eficiente e com mais posse de bola que o Atlético, o Verdão ganhou o meio de campo, sobretudo por conta das grandes atuações dos volantes Alan Santos e Matheus Galdezani e também do meia Anderson.

“O nosso meio de campo contribuiu muito com a posse de bola e muito também sem ela. Eu sabia da característica e da qualidade, eu precisava ter um atleta próximo ao Kleber, e essas triangulações e movimentações da nossa equipe passam muito pela confiança do passe, do início da jogada. Eu sabia que com o Alan, Galdezani e Anderson nós iríamos ter o passe preciso. E quando você tem opções de passe facilita muito quando eles têm a posse de bola”, concluiu o comandante coxa-branca.