A escolha do técnico Sandro Forner, no início deste ano, foi um erro admitido pelo presidente do Coritiba, Samir Namur, que assumiu que a decisão contribuiu para o insucesso do time coxa-branca em campo durante 2018. O treinador, que recentemente foi contratado para ser auxiliar do técnico André Jardine no São Paulo, comentou sobre o trabalho desenvolvido no Verdão de janeiro a abril, quando acabou sendo demitido depois da primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

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O treinador reconheceu as dificuldades do elenco que, na sua maioria, contava com jogadores mais jovens. Segundo ele, as contratações principais foram feitas para a Série B e teria faltado mais tempo para treinar e implantar seu trabalho.

“Não podia recusar o convite. O clube vinha de anos quase sendo rebaixado. A torcida insatisfeita, uma nova diretoria, com a proposta de jogadores mais jovens no primeiro semestre, porque não tinha dinheiro. Jogadores que nunca tinham jogado no profissional, só Vitor Carvalho, Romércio e Julio Rusch. Você trabalhar em um time do tamanho do Coritiba, com a exigência, diante de todas essas questões, com jogadores jovens foi determinante”, afirmou Forner, em entrevista à Rádio Transamérica.

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Com um pouco mais de tempo para treinar, segundo o técnico, as decisões tomadas poderiam ter sido diferentes. O ex-comandante alviverde também destacou que não teve a oportunidade de trabalhar com os reforços que chegaram para a disputa da segunda divisão.

“O que deu errado foi o pouco tempo treinar. Série B teria janelas de dez dias. Jogadores foram contratados depois e peguei pouco tempo com eles. Saí logo em seguida. O meu erro como treinador é ter pensado no que tinha sido planejado. Poderia ter jogado com o time titular, mesmo cansado. Foi uma experiência, vários saíram, foram várias situações difíceis naquele momento. Foi um contexto amplo de coisas que aconteceram não da forma que eu queria e da forma que o clube queria”, pontuou.

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Forner, agora, volta a ser auxiliar-técnico. Uma função diferente, mas que empolgou o profissional que, desde que foi demitido do Coritiba, estava parado.

“Auxiliar é uma função um pouco diferente. Você tem outras obrigações, mas é uma chance muito boa de trabalhar em um time gigante como é o São Paulo. Na vida pensei em me preparar para situações, mas nunca fiz planos a longo prazo. Não acredito muito nisso e estou preparado para sempre fazer o melhor”, arrematou ele.

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