Cada vez mais longe do G4 da Série B e vendo todo o projeto do ano praticamente sendo jogado fora, o Coritiba parece seguir para a reta final da temporada sem rumo e sem saber o que fazer. A última cartada foi mais uma mudança no comando técnico. Na noite de domingo (16), o clube anunciou a contratação de Argel Fucks, que irá substituir Tcheco no cargo. O novo treinador será o quarto da era Samir Namur, que parece ver o desespero tomar conta do Alto da Glória em busca de uma tarefa complicada.

Mais uma vez a diretoria aposta na troca mais ‘prática’. Apesar de o elenco estar se mostrando limitado desde quando foi montado, e sem poder mais contratar para a Série B, o Coxa tenta agora um tudo ou nada e aposta em um técnico mais linha dura, em mais um perfil completamente diferente dos que passaram anteriormente.

Primeiro tentou com uma ‘cria da casa’. Sandro Forner vinha com o respaldo de ter feito bons trabalhos na base e conhecer a maior parte do elenco montado para 2018. O fraco desempenho no Paranaense fez com que ele desse lugar a Eduardo Baptista, que em nenhum momento fez o time ter uma atuação convincente e no começo do segundo turno foi mandado embora.

Para não fazer uma mudança radical no trabalho, o presidente Samir Namur optou pela efetivação de Tcheco, então auxiliar-técnico, que também já conhecia o elenco que teria em mãos e se adaptaria mais rápido ao cargo.

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Só que sete jogos depois, com duas vitórias, um empate e quatro derrotas, a diretoria resolveu desfazer tudo que tinha projetado e foi atrás de um nome mais acostumado com elencos limitados, mas que não vem de bons trabalhos recentemente.

O último foi no Criciúma. Contratado ao longo do Campeonato Catarinense, Argel pegou o time brigando pra fugir do rebaixamento no Estadual e terminou em quarto lugar. Mas chegou a Série B e o desempenho foi péssimo, com cinco derrotas em cinco jogos e a demissão foi uma consequência.

No Criciúma, o desempenho na Série B foi preocupante. Foto: Jamira Furlani/Avaí
No Criciúma, o desempenho na Série B foi preocupante. Foto: Jamira Furlani/Avaí

Antes disso, porém, também teve desempenhos questionados por outro clubes, como no Goiás, com duas vitórias, dois empates e três derrotas. No Vitória, entre 2016 e 2017, saiu com um ótimo aproveitamento de 79,7%, com 21 vitórias, quatro empates e apenas três derrotas. Só que a eliminação na Copa do Nordeste para o rival Bahia e uma confusão com o volante Edson, do adversário, lhe custaram o cargo.

No Figueirense, uma passagem rápida de oito partidas, com uma única vitória, quatro empates e três derrotas. O trabalho mais longo recentemente foi no Internacional, entre 2015 e 2016. Foram 61 jogos, 33 vitórias, 14 empates, 14 derrotas e 61,7% de aproveitamento. Neste período, chegou a ser campeão gaúcho e líder do Brasileirão, mas também um dos responsáveis diretos pelo rebaixamento do Colorado.

Confira a classificação completa da Série B

Argel chega ao Coritiba com a missão de conseguir uma arrancada nos últimos 11 jogos da Série B e também mostrar que pode brigar pelo acesso e resgatar a carreira, atualmente em baixa. O técnico se acostumou a ser o famoso ‘bombeiro’, que chega em times que precisam escapar do rebaixamento.

Foi assim, por exemplo, no Criciúma e no Vitória, quando teve sucesso. Agora, o fogo que ele precisa apagar é outro, mas também pensando em galgar posições e para isso deve colocar em campo um time que priorize a marcação.

De qualquer forma, o Alviverde dá mais um tiro no escuro em meio a uma turbulência que parece sem fim no Couto Pereira.

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