Para o técnico do Coritiba, Tcheco, o time vai precisar ter humildade para terminar de forma digna a Série B do Campeonato Brasileiro, evitando, em primeiro lugar, qualquer risco de rebaixamento. Logo após a derrota por 1×0 para o Londrina, na noite desta sexta-feira (14), o treinador falou à imprensa em tom de desabafo e atribuiu, em partes, a culpa da situação crítica que o time vive à falta de sorte e destacou que a diretoria vem ajudando o elenco como pode neste momento conturbado.

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“Deixar de lado (a luta pelo acesso), nunca iremos, mas temos que ter pé no chão. Nos próximos três jogos precisamos somar seis pontos. Isso também pensando em não irmos pra parte de baixo da tabela. Humildade não faz mal a ninguém. Enquanto tiver chances, vamos lutar, mas queremos terminar o campeonato de forma digna”, explicou o comandante coxa-branca, que garantiu que não há motivos para renunciar ao cargo.

“A minha trajetória como jogador não foi fácil e com uma coisa digo com a boca cheia: eu não saio. Enquanto os jogadores estiverem comigo, eu não peço para sair. O dia que eles não me passarem mais confiança, eu peço. Mas a princípio, neste momento, eu sinto que eles estão comigo ainda”, afirmou Tcheco, que foi promovido ao cargo de treinador após a saída de Eduardo Baptista e soma sete jogos à frente do Coritiba desde então.

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Destacando que não emitirá opinião sobre os erros estratégicos da diretoria, Tcheco falou também sobre a falta de sorte que a equipe vem enfrentando.

“Se erraram no planejamento ou não, não cabe a mim aqui julgar e jogar ainda mais lenha na fogueira. Eu tenho problemas internos. Desde que o Pelaipe chegou, me ajudou muita coisa. Junto a isso, vamos usar a questão popular: a urucubaca que pega o Coritiba é grande”, explicou, detalhando alguns desses fatores de azar.

“Tem alguma ‘cabeça enterrada’ aí já tem algum tempo. A gente acha lateral, ele sente lesão. Vem outro, também fica lesionado. Carlos César chega, se machuca. O Rodrigo Ramos não dá resposta. Faz uma semana que não vem treinar, está afastado, não dá satisfação. A gente tenta administrar tudo isso, e aí vários outros problemas que são pequenos acabam se tornando grandes. O Coritiba está numa maré de azar que vou te falar”, desabafou Tcheco.

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O treinador fez questão de destacar que a cúpula do Coritiba vem atendendo seus pedidos, na expectativa de melhorar o desempenho da equipe.

“Da parte da diretoria, tudo que a gente pede para melhorar, eles estão nos ajudando. Pedimos um palestrante para conversar com os jogadores, eles pagaram, pedi para nos concentrarmos antes, o que gera mais custos, eles bancaram. Eles dão suporte para nós. Nesse aspecto, não temos nada a falar”, arrematou o técnico.

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