Apesar de toda a experiência, Celso Roth admitiu que se emocionou com a receptividade do torcedor coxa-branca, neste seu retorno ao futebol. Durante um ano e quatro meses ele trocou a rotina de treinador por um tempo mais próximo da família e para algumas reflexões pessoais. Seu último jogo havia sido em dezembro de 2012, pelo Cruzeiro. “Não somos máquinas. É claro que quando se fica um tempo afastado, quando se volta a fazer o que gosta, é sempre emocionante. Ter a aprovação do torcedor é ótimo. Isso, é claro, só me traz mais responsabilidade”, disse o treinador coxa-branca.

Para Roth, alguns aspectos positivos já foram detectados nessa estreia. O principal deles, a organização defensiva. “Vimos que o Coritiba vinha sofrendo com algumas situações de contra-ataque. Desta vez, não demos chances ao adversário. Sempre estivemos organizados lá atrás, mesmo nos momentos em que pressionamos a saída de bola, com intensidade”, destacou. “Isso é sinal de um grupo que quer chegar a algum lugar, que quer dar uma resposta positiva para esse torcedor”.

Sobre essa intensidade de marcação e chegada à frente, Roth enalteceu o trabalho do trio de meias, formado por Roni, Robinho e Dudu. “Eles foram incansáveis, mas se desgastaram demais. Marcavam e agrediam sempre com velocidade. Ainda iremos dosar melhor essa situação”, explicou Roth, destacando a necessidade que teve de trocar exatamente essas peças, em especial Roni e Dudu, que deixaram o gramado na metade do segundo tempo.

O treinador também saiu em defesa de Júlio César, sempre um jogador muito visado pelo torcedor coxa. “Ele fez um jogo razoável. Foi importante. Nesse posicionamento adotado, ainda quero ele mais preso na área. Como temos jogadores de velocidade pelos lados, não é preciso que ele saia tanto de lá. Mas, não se pega isso da noite pro dia”, comentou Roth, já prevendo um jogo completamente diferente no sábado, em Chapecó, na largada do Brasileiro.

“Lá, é outra história. É sempre um jogo de primeira e segunda bola. Teremos que estar muito atentos e com variações. Inclusive com a opção da bola aérea”, arrematou Celso Roth. Nesse aspecto, o meia Jajá será peça importante, senão para começar, mas para entrar no transcorrer dessa estreia do Verdão na Série A.