Depois de fazer muito alarde sobre possibilidades de construção de novo estádio, parceria em arena ou reforma do Couto Pereira, o Coritiba resolveu adotar o “silêncio programado” como tom do assunto. Nas últimas semanas, apenas uma nota oficial no site alviverde tratou do tema, e mesmo assim sem dar maiores detalhes, citando apenas que o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba da Prefeitura Municipal de Curitiba) tinha dado aval a possíveis modificações na região do Alto da Glória.

Como é natural, quem veio a público comentar o assunto foi o vice-presidente Alceni Guerra, uma espécie de ponta-de-lança do assunto novo estádio. “Eles (prefeitura) liberaram para o uso no projeto de multiuso. Nós pedimos a liberação da área e potencial construtivo. Sem dúvidas a liberação do Ippuc é um passo importante para nós”, comentou o dirigente. Fica evidente pelo que diz Guerra e pela posição do instituto municipal que o Coxa, pelo menos por ora, abandonou o plano de construir um estádio em outra região.

Até recentemente, o Coritiba tratava com o empresário João Destro, que comprou em leilão a área onde fica o desativado estádio do Pinheirão, que pertencia à Federação Paranaense de Futebol. Região mais ampla, no local seria possível fazer uma arena mais completa, mas a rejeição da torcida foi ampla – assim como à ideia de se unir ao Atlético na gestão do estádio Joaquim Américo. Por isso, o plano A é mesmo o “novo Couto”.

A grande diferença mesmo é a forma de tratar o assunto. Geralmente aberto a contar tudo – mais até do que devia -, Alceni agora se fecha em copas. “Nós temos que apresentar o projeto para o Conselho Deliberativo. A decisão não é nossa (da atual diretoria). É do Conselho”, afirmou. E a estratégia chegou ao escritório contratado para fazer o projeto do novo Couto. A Bacoccini Arquitetura e Consultoria não foi autorizada pelo clube a divulgar imagens e dar mais detalhes sobre o empreendimento.

Mas como sempre, Alceni Guerra deixa um algo a mais. Ele disse que o projeto da atual diretoria é deixar o “novo Couto” como legado. “Independentemente de quem siga no comando do clube no ano que vem, nossa meta é deixar tudo adiantado para as construções”, finaliza o vice-presidente.