Uma das novidades do Coritiba na vitória por 2×0 sobre a Ponte Preta, na última segunda-feira (29), na largada na Série B, foi o meia Thiago Lopes. Substituto do meia Giovanni, lesionado, o jogador vem ganhando a confiança do técnico Umberto Louzer e, aos poucos, buscando seu espaço no time.

“Fico feliz pela oportunidade. Jogador quer estar sempre jogando. Infelizmente, acontecem as lesões, então estou feliz e espero daqui em diante ter uma sequência de jogos, que há muito tempo eu não tenho, e que estas lesões não atrapalhem mais e fiquem para trás”, disse ele.

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A partida contra a Macaca foi apenas a terceira dele na temporada. Antes, havia sido titular nas vitórias por 4×0 sobre o Cianorte, quando deu duas assistências, e por 2×0 sobre o FC Cascavel, quando se lesionou logo nos primeiros minutos e, desde então, vinha se recuperando. Uma situação que vem atrapalhando a carreira do atleta.

Aos 22 anos, Thiago Lopes foi revelado pelo Coxa em 2014, mas nunca se firmou. Em quase seis anos como profissional, foram apenas 65 jogos, com três gols marcados. Neste meio tempo, foi emprestado para o Londrina, em 2017, onde atuou em nove oportunidades na Série B daquele ano. Muito pouco, para um calendário tão cheio como o do futebol brasileiro.

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“Não tive muita sequência aqui. Se for analisar meus jogos, não passam de cinco, seis seguidos. O jogador precisa de sequência. Sempre queremos dar resposta no primeiro jogo, mas às vezes não acontece. Cada jogador tem o seu tempo. Às vezes, o treinador te observa e acredita que você pode atuar em outra posição. Já joguei um ano e meio aqui como lateral, já fui emprestado, retornei, quando voltei a atuar no meio-campo tive as lesões. Eu acredito que daqui pra frente terei uma sequência na minha posição para poder mostrar o meu trabalho”, explicou ele.

Improvisação

O meia referiu-se ao período entre 2016 e 2017, quando foi improvisado na lateral-direita pelo técnico Paulo César Carpegiani, mas não se acertou. Algo que ele não queria na época, mas acabou aceitando para ter uma oportunidade de jogar.

“Eu como funcionário do clube não posso falar não. Um garoto da base, chega e quer joga e aí o treinador fala para você jogar de lateral. Claro que vou jogar na lateral, me ensina que eu jogo. Mas talvez eu não vá render aquilo que eu renderia no meio-campo. Preciso de uma sequência”, disse o atleta.

“Cada treinador tem uma visão. Mas eu também aceito minha culpa. Eu podia ter dito em alguns momentos e dizer que não jogaria por ali. Faltou maturidade em dizer não, porque ali eu não desempenharia o meu melhor. O treinador vai ter a opinião dele e depois de um tempo que passei a expressar minha opinião e deixei claro que ali não era minha posição, mas sim que sou meio-campo. Mas eu entendia que eu tinha que desempenhar meu melhor, mas foram acontecendo as consequências e fui aprendendo”, acrescentou.

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Agora, a situação é bem diferente. Mais maduro, Thiago quer se firmar como meia e tem conquistado a confiança de Louzer, que já o elogiou em outras oportunidades. Aos 24 anos, o meia garante que não abrirá mão de jogar na sua posição de origem.

“Estou em um nível que preciso jogar na minha posição e mostrar meu trabalho. Não posso entrar em uma zona de acomodação. Pensaram que eu estava acomodado. Eu escolhi jogar no meio-campo e vou jogar ali, onde posso responder pelos meus atos, se joguei mal ou não. Se eu jogar na lateral, não vou fugir das minhas responsabilidades, mas posso ter essa desculpa”, completou.

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