Técnicos

Atlético: Mesmo com a boa campanha, o técnico Vagner Mancini foi descartado pela diretoria do Atlético. Sem treinador, a cúpula demorou a achar um substituto e anunciou uma aposta: Miguel Ángel Portugal. A contratação veio 21 dias antes da estreia na Libertadores, diante do Sporting Crystal. Com invenções e criticado pelo departamento de futebol, o trabalho do espanhol foi bastante contestado pela torcida. Mesmo amparado por Mario Celso Petraglia, pediu demissão após o empate em 1×1 contra a Chapecoense, na quinta rodada. Depois do interino Leandro Ávila conquistar duas vitórias e dois empates antes da parada da Copa do Mundo, o Atlético anunciou Doriva, campeão paulista pelo Ituano. Oito jogos foram suficientes para uma nova demissão sob a justificativa de que o ‘trabalho não encaixou’. Ávila novamente assumiu interinamente e, na quarta-feira passada, o clube anunciou a contratação de Claudinei Oliveira, do rival Paraná.

Coritiba: Credenciado pelas boas campanhas no Mogi Mirim e Paraná, os dirigentes alviverdes anunciaram Dado Cavalcanti para 2014. A eliminação para o Maringá nas semifinais, impedindo o pentacampeonato, foi a deixa para demití-lo. E também para mudar a filosofia. Antes contratando técnicos jovens e estudiosos, o Coritiba apostou em Celso Roth, fora do mercado há um ano e meio. A tática não deu certo, com o comandante jogando a culpa no ‘legado’ deixado pelo antecessor, além de criticar o próprio elenco. Marquinhos Santos, que treinou o Coxa entre 2012 e 2013, retornou no dia 24 de agosto.

Paraná: Com a saída de Dado Cavalcanti para o rival, o Paraná fez outra aposta e trouxe o desconhecido Milton Mendes. No final de março, após eliminação nas quartas de final para o Atlético, dentro da Vila Capanema, o treinador pediu demissão alegando ‘falta de perspectivas para o futuro’. O sucessor teve uma passagem relâmpago. Ricardo Drubscky, 11 dias depois da contratação e um jogo disputado, pagou a multa rescisória e foi para o Goiás. Demitido do time goiano, Claudinei Oliveira veio para o Tricolor. Aproveitando o trabalho na base, promovendo atletas ao profissional e trazendo três jovens jogadores do Santos, o técnico paranista acertou a equipe durante a Copa do Mundo, antes de ir para o Atlético.

Elenco

Atlético: Com a contratação tardia do treinador, o Atlético teve pouco tempo para trabalhar. Com saídas de jogadores importantes, como Luiz Alberto, Léo, Everton e Paulo Baier, a diretoria pouco investiu no elenco – apostou em Adriano Imperador, que ajudou a rachar o elenco contra o técnico espanhol. A eliminação na Libertadores aconteceu ainda na primeira fase. No Paranaense, atuando com o Sub-23, eliminou o Paraná nas quartas de final e, mesmo com a vaga nas mãos, foi goleado pelo Londrina por 4×1 e ficou fora da final. Na Série A, aposta em seus jovens jogadores e faz campanha razoável. A falta de experiência atrapalha em momentos decisivos.

Coritiba: Salvo da Série B na última rodada, o time alviverde entrou em 2014 pensando em reformulação. Emprestou ‘medalhões’ para tentar aliviar o caixa, não trouxe nomes de impacto e apostou em um time sem estrelas. A estratégia não está dando certo e irrita a torcida, que viu o pentacampeonato cair nas semifinais do Estadual, além de lutar mais uma vez contra o rebaixamento nesta temporada.

Paraná: A diretoria manteve uma pequena espinha dorsal em 2014 e trouxe quase duas dezenas de jogadores desconhecidos para o primeiro semestre. Com o elenco inchado e problemas financeiros corriqueiros, o grupo deu claras mostras de desgaste.

Diretoria

Atlético: Preocupada com a reforma da Arena da Baixada, a diretoria rubro-negra priorizou a entrega do estádio e deixou o time de lado. Alegando o investimento no local, o Atlético utiliza suas jovens promessas e aposta na força da Arena para não patinar na Série A. No futebol, o Departamento de Inteligência do Futebol (DIF) dá os comandos de contratações e dispensas.

Coritiba: Em ano de eleição, os bastidores do Coritiba andam agitados. Essa turbulência acaba ref,letindo em campo, com o presidente Vilson Ribeiro de Andrade sendo chefe de delegação da seleção na Copa do Mundo e ‘deixando o clube de lado. Trocas no departamento de futebol e médico também influenciam nas decisões incertas.

Paraná: A esperança na chegada de Roque Júnior para a gerência de futebo não foi como o esperado. O nome do pentacampeão mundial era visto como primordial para trazer bons reforços no mercado, mas divergências com a diretoria atrapalharam o andamento do trabalho. Até agora, desde a saída antes da Copa do Mundo, o clube não possui um novo gestor na área. Celso Bittencourt, vice-presidente de futebol, raramente aparece nos treinos do elenco e a falta de algum diretor no dia a dia é reclamação constante do grupo paranista. Para piorar, o problema financeiro dentro do Tricolor continua assombrando e os atrasos já chegaram entre três e seis meses, juntando o futebol e funcionários do social.

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