O ex-presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, em entrevista ao Paraná Online, falou da queda do clube para Segunda Divisão e projeta um futuro negro para o Coritiba nas próximas temporadas.

Gionédis refutou também qualquer possibilidade de se candidatar a presidência do Coritiba. As eleições, que estavam marcadas para sábado, foram transferidas pela diretoria coritibana para o dia 21.

Confira a entrevista de Giovani Gionédis

Paraná Online: Gostaria de uma análise sua sobre os episódios de violência ocorridos domingo no Couto Pereira.

GG: Em qualquer evento não pode acontecer atos de selvageria. A ira da torcida não é de hoje. O estádio estava lotado, o clima tenso e houve falta de cuidado com a segurança interna. No jogo contra o Internacional, em 2005, colocamos seguranças perto do fosso para impedir que o torcedor tentasse invadir. A grande realidade é que toda ação tem uma reação.

Paraná Online? O presidente Jair Cirino vem recebendo ameaças de morte. Isso aconteceu com você quando o Coxa caiu em 2005?

GG: Recebi 1.500 telefonemas de ameaça de morte a mim, a minha família. Quem quer fazer alguma coisa faz e não fica na ameaça. Meu telefone foi para o orkut e tudo mais. O Cirino assumiu a presidência e ele tem que arcar com o ônus e o bônus do cargo.

Paraná Online: Aponte os erros que levaram o Coritiba para Série B.

GG: Os erros começaram no ano passado. Torraram dinheiro a vontade, venderam mal. Para este ano contrataram um time milionário em que a folha salarial beira os R$ 2 milhões. Endividaram o clube e isso é muito preocupante. Em 2005 tive que vender atletas (Rafinha, Adriano, Miranda) para sanar o clube. Houve um erro de avaliação da comissão técnica e acabamos caindo.

Paraná Online: O que você espera do futuro do Coritiba?

GG: Vejo um futuro negro para o Coritiba nos dois próximos anos pelas condições em que se encontra. Pode ser punido com a perda de mandos de jogo e depois para recuperar é complicado. Foi muita festa e poucos objetivos. Venderam a imagem de um projeto vencedor e não entregaram. O torcedor vê o que acontece.

Paraná Online: Em relação as eleições no Coritiba. Há chance do senhor ser candidato?

GG: Isso está descartado. Não sei se o Cirino continua, não posso falar por ele. Eu continuei, mas ele pode ter outros objetivos e pensar de forma diferente.