O Coritiba segue sonhando com um estádio novo. Há algum tempo o clube vem estudando a possibilidade e buscando investidores e um local para que a nova casa seja construída. O maior objetivo da diretoria é seguir no Alto da Glória e levantar um novo Couto Pereira e tendo, segundo o vice-presidente de futebol coxa-branca, Alceni Guerra, o estádio mais moderno do mundo.

“Já protocolamos na prefeitura o pedido para fazer o estádio mais moderno do mundo no Alto da Glória”, afirmou o dirigente.

Guerra admite que o desejo da torcida e do Conselho Deliberativo é de permanecer no Alto da Glória, tendo em vista os laços históricos e afetivos que o clube estabelece com o local. No entanto, a construção do novo Couto pode esbarrar nos estudos de viabilidade técnica do projeto.

“No ano passado, a prefeitura negou o estudo de viabilidade técnica para o projeto do novo Couto”, afirmou Alceni. “Mas já protocolamos um novo pedido”, reforçou. Ainda de acordo com ele, o projeto escolhido para o novo Couto será conduzido pela empresa curitibana Bacoccini Arquitetura.

No entanto, existem outras possibilidades para que a nova casa do Verdão seja feita. E uma delas é onde atualmente se encontra o Pinheirão. O Coritiba apresentará uma série de propostas ao empresário João Destro para avançar nas tratativas de construção de um novo estádio no terreno. Atual proprietário, Destro arrematou em leilão o ex-estádio da Federação Paranaense de Futebol por R$ 57,5 milhões, em junho de 2012. Desde então, a propriedade segue sem uso.

“O Coritiba tem muito interesse nesta área. O arquiteto que construiu o novo Maracanã (Daniel Fernandes) nos presenteou com um projeto para o local”, revelou Alceni Guerra. “Temos preparadas algumas propostas para o Destro, tanto de associação no projeto, como compra do terreno”, prosseguiu.

O próprio Destro confirma as investidas coxas-brancas pela área, mas revela ceticismo quanto à chance de acordo. “O Alceni me ligou querendo uma reunião. Como disse para o Alceni, eu vou conversar, mas é muito difícil”, indicou. “Curitiba já tem um monte de estádios. Eu não creio que dê certo porque futebol não dá lucro. Só da dinheiro para manter o time e uma empresa não pode se dar a esse luxo”, prosseguiu.

A tendência, segundo Destro, é de que em breve a área seja destinada a empreendimentos alheios à atividade futebolística. “Temos planos para o futuro próximo. Já têm vários estudos para sair alguma coisa bacana. Não vamos decepcionar Curitiba”, prometeu ele, que prefere ainda não adiantar detalhes sobre os potenciais projetos.

Para o empresário do ramo de agronegócios, pesam contra a revitalização ou construção de uma nova praça esportiva no espaço do Pinheirão o que ele considera como o excesso de estádios na capital paranaense. Assim como a dificuldade que um clube de futebol teria para manter um empreendimento de grande porte na área.

“Apenas para reformar a atual estrutura para deixá-la em condições de uso precisaria de um investimento muito grande, de infraestrutura, parte elétrica… Para deixar em condições de uso, passaria de R$ 5 milhões”, avaliou.

Dinheiro da China

Por fim, Alceni revelou que a possível parceria com investidores chineses para a construção do novo Couto foi refutada pelo Coritiba. Isto porque este tipo de negócio deixaria o clube como sócio minoritário do estádio. Em agosto deste ano, o empresário Audinei Azevedo garantiu ter uma ponte com investidores chineses, que estariam dispostos a investir até R$ 700 milhões no projeto.

“Nós optamos por uma rota diferente, que evita fundamentalmente dinheiro de mercado financeiro, por causa dos juros, e que nos deixe como sócios minoritários. Está fora do nosso escopo”, explicou Guerra. “Estamos procurando dinheiro de fundos de investimentos imobiliários, que nos darão segurança financeira, jurídica, moral e patrimonial”, completou.

Relembre

O sonho de construção de um novo estádio é antigo no Coritiba, sendo que diversas diretorias chegaram a prometer a nova casa alviverde, mas sem sucesso. Em julho deste ano, coube ao vice-presidente Alceni Guerra reavivar a aspiração.

O Coxa apresentou ao todo seis propostas para o Deliberativo, considerando três opções de área: no próprio Couto; no terreno do Pinheirão; além de uma terceira via em área na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Além de teto retrátil, todos os projetos apresentados exigem que o novo estádio seja maior do que a Baixada, casa do rival Atlético, que comporta 42.372 pessoas.