O Coritiba conseguiu se livrar do risco de entrar na zona de rebaixamento. Ontem à noite, o Vasco, adversário direto contra o descenso, perdeu seu compromisso para o Goiás – 0 x 2 -, e salvou a pele do Alviverde. É bem verdade que o Coxa segue na 16.ª colocação, com 34 pontos e a dois pontos da ZR, mas ganha fôlego para pensar no Cruzeiro, adversário de domingo. O ar que o time respira vem muito mais do fracasso dos adversários do que propriamente de seus esforços, haja vista que perdeu para a Ponte Preta no meio de semana.

Após a derrota por 1 x 0, em Campinas-SP, só restava ao Alviverde ficar de olho na partida do Vasco diante do Goiás, para evitar o pior. Deu certo. O time carioca, precisando do resultado para deixar o grupo dos quatro últimos colocados, não fez valer seu mando de campo. Antes disso, pela 28.ª rodada, o Coxa também contou com a sorte para fugir do ZR. Na oportunidade, a equipe havia perdido por 2 x 1 para o Vitória, em Salvador, e resignou-se a fazer uma “reza brava” também contra o Vasco, para não entrar na área de degola. Quem ajudou foi o Criciúma, outro concorrente contra o rebaixamento, que ganhou do Vasco por 3 x 2.

Apesar de estar com a sorte em dia, o alerta segue ligado. O Coritiba é dono da pior campanha do segundo turno e precisa urgentemente reencontrar o caminho das vitórias. No saldo dos 30 pontos em disputa nos primeiros 10 jogos, apenas 6 foram conquistados – 20% de aproveitamento. “Nosso alerta já está aceso. Não é a posição na tabela que queremos. Só temos que conseguir os resultados. A equipe evoluiu em produtividade e qualidade dentro do jogo, mas faltam os resultados. Essa situação de pontuação ainda está toda embolada, e nas próximas rodadas a gente tem que dar o salto que precisamos”, afirma o técnico Péricles Chamusca.

Experimentado quando o assunto é fuga do rebaixamento, o comandante alviverde ressalta que o primeiro passo para o time voltar a vencer, o que não aconteceu nas duas rodadas anteriores, é equilibrar o emocional do time. “Já passei por situações de tirar equipes do rebaixamento, em momentos difíceis de tabela. Tenho experiência nesse sentido, e o mais importante nessas situações é justamente manter o emocional e a confiança do grupo. Isso a gente está trabalhando, por que só a persistência faz a equipe ter os resultados”, ressalta.