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Jackson agradece à torcida
e promete retribuir em campo.

Será mais uma tarde de casa cheia no Alto da Glória. Aproveitando a promoção da Nestlé, o Coritiba terá mais de 29 mil torcedores a seu favor na partida de hoje, às 16h, contra o Paysandu, no Couto Pereira. Além de representar a manutenção da melhor média de público do Campeonato Brasileiro, o Coxa espera contar com a torcida para conseguir a recuperação na competição. Além disso, é um jogo que serve para o time usar definitivamente o fator local a seu favor.

O Cori, assim como nas últimas temporadas, tem um rendimento irregular no Alto da Glória nas primeiras partidas do Brasileiro. Em 2003, chegou-se a fazer um "pacto" para que se melhorasse o aproveitamento em casa. Ano passado, o time perdeu alguns jogos, para São Paulo, Atlético-MG e Vasco. E em quatro jogos nesta temporada, foram duas vitórias (Palmeiras e Paraná) e duas derrotas (Santos e Juventude), marcando seis gols e sofrendo outros seis. E em todas as partidas o público compareceu.

Não será diferente esta tarde. Até ontem, mais de 26 mil ingressos haviam sido trocados por latas de achocolatado, e a expectativa é que as 29.060 entradas sejam trocadas até o final da manhã. "A casa cheia representa a credibilidade que o público dá à equipe, a força do clube e o reconhecimento nacional de uma média de torcedores por partida. Além de ser um apoio fundamental em uma partida tão importante como esta", comenta o técnico Cuca.

É uma força que pode ser decisiva. "É uma imagem muito bonita. Quando a gente vê o estádio lotado, sentimos ainda mais a presença de cada torcedor", filosofa o meia Jackson, que novamente será deslocado para a ala-direita. "Vamos ter mais uma vez o décimo-segundo jogador", resume o volante Márcio Egídio. "É bom voltar em um jogo como este, em que a torcida vai estar ao nosso lado a todo momento", reconhece o zagueiro Allan, que deve ser a principal novidade da equipe (ver matéria). "É um incentivo muito bom e nós contamos com ele", afirma o atacante Alexandre.

Ao mesmo tempo em que o apoio chega, a responsabilidade aumenta. "Este público está esperando muito da gente. Vamos ter que fazer a nossa parte para tê-los ao nosso lado nos noventa minutos", admite o capitão Reginaldo Nascimento. "A nossa obrigação é maior com a presença deles. Mas é melhor jogar assim, porque vamos contar com um estádio lotado a nosso favor", finaliza Cuca.

Cuca tenta confundir Campos

Oficialmente, o Coritiba ainda não está definido para a partida desta tarde com o Paysandu. Mas a tendência é pela entrada de Allan na equipe titular, formando a trinca de zagueiros com Reginaldo Nascimento e Flávio. Além de acertar a defesa, que não conta com dois titulares, o técnico Cuca se preocupa com a manutenção do bom rendimento e a melhora nas finalizações – fundamento incessantemente treinado durante a semana.

Cuca estava feliz com o trabalho dos jogadores nos últimos dias. "Foi maravilhoso. Gostei de todos os treinos e acho ótimo ver que o grupo está sentindo que tem capacidade de chegar longe neste Brasileiro", comenta. Mas também sabe-se que o time precisa de uma arrancada para comprovar a boa fase. "Nós temos que ganhar. Estamos jogando bem, mas o que importa é vencer", afirma o capitão Reginaldo Nascimento. "Acho que temos condições de ficar entre os primeiros, pensar em Libertadores e até mesmo no título, mas para isso precisamos dos resultados", avalia o meia Luís Carlos Capixaba.

Por causa deste desejo, o Cori será agressivo contra o Papão. "Nós temos que aproveitar as nossas virtudes", resume Cuca. Assim, a intenção é pressionar o adversário e surpreender o técnico paraense Paulo Campos, que conhece vários jogadores do elenco alviverde – ele treinou Iraty e Paraná Clube ano passado, inclusive trabalhando com o atacante Alexandre. (CT)