Como é feriado, vamos dar uma aliviada na tensão das notícias do futebol em meio à pandemia do coronavírus. E vamos viajar no tempo pra saber o que aconteceu em um 1º de maio, desde 1924 – o recorte é porque foi a partir deste ano que foi instituído no Brasil o Dia do Trabalho. Não é à toa que esta sexta-feira marca mais um aniversário do Operário – aqui vão os parabéns da Tribuna do Paraná ao Fantasma.

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Aproveito o ensejo pra dedicar palavras de apoio e de agradecimento a quem precisa seguir trabalhando presencialmente nestes tempos. Principalmente às pessoas que estão na linha de frente – médicos, enfermeiros, funcionários da saúde, meus colegas jornalistas, cobradores, motoristas e tantas outras profissões que seguem sua luta diária. Não há palavras suficientes pra agradecer. Quer dizer, há uma sim: obrigado.

Agora, vamos viajar no tempo!

1º de maio de 1924 – Que CT, que nada!

São quase cem anos de distância, muita coisa mudou. Mas, no primeiro Dia do Trabalho, o Athletico aproveitou para treinar no Tiro de Guerra, que ficava bem no centro, perto de onde hoje fica a Biblioteca Pública. O CT do Caju não era nem um sonho distante.

Jornal O Dia de 1º de maio de 1924. Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

1927 – Engolindo sapos

A “culpa é da imprensa“, mas a imprensa também sofre. Em 1927, o jornal O Dia relatava que o reservado para os ‘chronistas’ no Joaquim Américo estava cheio de sapos, que lotavam o setor antes dos jornalistas…

Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

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1936 – Crise!

Acha que só agora os bastidores fervem? Em 1º de maio de 1936, a notícia era que o Ferroviário tinha se desligado da Federação Paranaense de Desportos. Destaque pro título poético do jornal O Dia.

Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

1952 – Show

No Dia do Trabalho de 1952, O Dia noticiava duas atrações. Na Vila Capanema, o amistoso entre Coritiba e Vasco – que vinha com Barbosa, Bellini e Danilo Alvim. E no ginásio do Athletico, o show dos Harlem Globetrotters, os malabaristas do basquete.

Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

1957 – Apelidos perigosos

A manchete do Paraná Esportivo de 1º de maio de 1957 era essa aí abaixo. Tenho certeza que se hoje o Londrina fosse chamado de “Caçula Gigante” ia dar uma confusão danada.

Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

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1º de maio de 1964 – Mudando de lado

Sim, o grande Alfredo Gottardi Júnior, o filho de Caju, jogou no Coritiba. Foi uma interrupção na belíssima trajetória do zagueiro no Athletico. Alfredo é uma das marcas do Furacão e de nosso futebol – talentoso como poucos defensores e vibrante como a torcida rubro-negra tanto gosta.

Diário do Paraná de 1º de maio de 1964. Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

1971 – Festa

No dia 1º de maio de 1971, para comemorar o Dia do Trabalho, foi realizado um amistoso entre Coritiba e Athletico no então Belfort Duarte. Foi um dia repleto de eventos esportivos em Curitiba, todos já projetando o “maior palco” do futebol paranaense, o Pinheirão. Doce ilusão… Ah, o Atletiba teve vitória alviverde por 1×0.

Diário do Paraná de 1º de maio de 1971. Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

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1974 – Rolou a bola

No destaque do Diário do Paraná, a primeira vez em que o gramado do Pinheirão foi utilizado por uma equipe – foi um treino do Athletico, então comandado por Valdemar Carabina.

Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

1982 – Pontapé inicial

Em 1º de maio de 1982, começava o Campeonato Paranaense. O primeiro jogo foi entre Coritiba e Toledo, no Couto Pereira. O Coxa venceu por 2×0, mas ninguém foi páreo para o Athletico de Roberto Costa, Nivaldo, Assis e Washington, que venceu os três turnos e ganhou o título sem a necessidade da final.

1990 – Casa cheia

O Dia do Trabalho de 1990 caiu numa terça-feira. E teve Atletiba com mais de 55 mil pessoas no Couto Pereira. A vitória foi alviverde por 3×0, em jogo válido pelo segundo turno do Campeonato Paranaense. A foto do Chuniti Kawamura estava nas páginas do Correio de Notícias.

Foto: Reprodução/Biblioteca Nacional

1994 – Tragédia nacional

1º de maio de 1994. Nunca vamos esquecer esse dia. A batida, o susto, a espera, o helicóptero, a notícia, o silêncio. Um domingo que ainda não foi totalmente assimilado pelos brasileiros.


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