Para Athletico e Paraná Clube, o clássico deste domingo (2) tinha um valor para a sequência da temporada. Do lado rubro-negro, o pensamento era dar ritmo ao time que vai jogar a Supercopa do Brasil no dia 16. Do lado tricolor, o pensamento era dar descanso ao elenco que vai estrear na Copa do Brasil na quarta-feira (5), contra o Palmas, em Tocantins. Cada qual com seu objetivo, e acabou que o jogo ficou no 1×1 na Arena da Baixada. A soberba atleticana foi punida pela luta paranista.

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Dorival Júnior colocou o que tinha de melhor para o jogo. A entrada de Lucas Halter na zaga foi natural. No meio, Erick tentava assemelhar o desenho tático ao time do ano passado – Fernando Canesin joga mais à frente e obrigaria Léo Cittadini a ter que dar ‘um passinho para trás’. E na frente jogou Guilherme Bissoli, com Pedrinho na reserva.

Allan Aal, com toda razão, preferiu preservar suas principais peças para o jogo em Tocantins – que tem, além de tudo, o desgaste da viagem e o calor como obstáculos. Então, Alisson, Fabrício, Juninho e Andrey foram poupados. Era um time de operários.

Essa foto do General é pra mostrar o talento do jovem craque Gabriel Rosa. Foto (claro): Albari Rosa/Foto Digital

O gol de Lucas Halter com apenas dois minutos permitiu ao Athletico dar ao clássico o seu ritmo por quase todo o tempo. Ficava mais com a bola e abusava das viradas de jogo. E parecia ter a certeza de que faria mais gols a qualquer momento. Nikão e Marquinhos Gabriel sobravam na disputa com Hulk e Bruno. O Paraná lutava muito e apostava nos duelos individuais. O lado direito era o mais eficiente, com Mosquito e principalmente Raphael Alemão em vantagem contra Thiago Heleno e Márcio Azevedo.

Mas o domínio era atleticano. Não fosse Marcos e o primeiro tempo terminaria em 3×0. Santos, em contrapartida, não fez uma defesa sequer em 46 minutos. Bissoli, sobre o qual naturalmente havia uma expectativa, mostrou ser mais Pablo do que Marco Ruben. Abre espaços, tem qualidade técnica e participa bastante. Mas não é aquele finalizador, o cara que faz os zagueiros perderem o sono. Ainda falta o centroavante.

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No segundo tempo, o mesmo embalo. Os paranistas brigavam muito, lutavam por todas as bolas, enquanto os rubro-negros chegavam à frente com facilidade. Aí o Furacão resolveu dar toques de calcanhar, tentar sempre a jogada mais difícil, jogar para os aplausos da torcida. E esqueceu que a verdade do futebol é o gol. O excesso de firulas cobrou a conta. E a dedicação dos tricolores foi premiada com o gol de Marcelo no finalzinho do clássico.

Os objetivos dos dois times antes do início da partida foram atingidos – o Athletico colocou a turma pra jogar, o Paraná segurou suas principais peças. Só que o empate foi considerado vitória para os visitantes e derrota para os donos da casa. Além disso, mostrou caminhos: ao Furacão, apesar de superior, a necessidade de ainda se reforçar e de jogar com seriedade; ao Tricolor, que espera pelo investidor que vai reformar o elenco, a certeza de lutar até o último lance.

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