Com Athletico x Bahia, o Furacão emplacou a quarta vitória seguida. E o 1×0 conquistado neste sábado (26), na Arena da Baixada, valeu pelo afastamento das últimas posições do Campeonato Brasileiro e por mais uma atuação decisiva de Christian. O meio-campista, que quase desistiu do futebol (como as colegas Nadja Mauad e Monique Silva mostraram essa semana), vem se afirmando com a camisa atleticana.

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O jogo diante do Bahia foi bem mais difícil para o Athletico. Confrontado com um adversário que soube marcar suas virtudes, o time rubro-negro mostrou que ainda vive uma reconstrução. Mas, em um momento de retomada, poder fazer os ajustes com tranquilidade por conta dos resultados é muito melhor.

Athletico x Bahia: os times

Do lado rubro-negro, Eduardo Barros fez o certo. Ele está encontrando uma forma do Athletico jogar, então não é o caso de ficar fazendo alterações profundas agora. Por isso, apenas a mudança que era inevitável, a entrada de Abner no lugar de Márcio Azevedo. Além do veterano estar machucado, o jovem é mais jogador, e essa troca iria acontecer naturalmente.

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O plano de jogo seria semelhante ao da vitória sobre o Colo-Colo: intensidade desde o início do jogo, pressão na saída de bola do Bahia e trocas de posição. Diferente do time de Tiago Nunes, este Furacão trafega mais pelo meio, até porque quando o time está com a posse de bola Fabinho e Pedrinho não abrem pelas pontas, deixando o corredor para os laterais.

Essa postura de pressão sobre o adversário era importante porque o Bahia não podia ter a posse do meio para frente. Se Ramires e Rodriguinho recebem a bola, eles fazem o jogo fluir com naturalidade, acionando a velocidade de Élber e o oportunismo de Gilberto – um centroavante do tipo que o Athletico precisa.

Bola rolando

Consciente desse novo modelo que o Athletico ia mostrando, Mano Menezes fechou o Bahia pela linha intermediária. Élber e Ramires incomodavam Jonathan e Abner, Gregore e Ronaldo tentavam acompanhar a movimentação de Christian e Erick. Wellington tinha espaço, mas era um risco calculado dos visitantes. O Furacão não tinha o mesmo sossego para construir ofensivamente do meio da semana.

Erick pressionado. Foi assim em quase todo o primeiro tempo. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

O efeito da marcação baiana era que os dois responsáveis pela rotação ofensiva rubro-negra estavam posicionados mais atrás, longe dos atacantes e de Cittadini. O uso dos lados de campo era o caminho, com trocas de posição e inversões de jogada. Consciente de que seus dois médios poderiam fazer a diferença, Eduardo Barros pedia que eles buscassem o jogo.

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O ‘plano de contenção’ do Bahia dava certo. O Athletico não conseguia imprimir um ritmo mais intenso na partida. Chances, só a de Erick, tentando pegar Douglas Friedrich de surpresa. Já era um momento em que os donos da casa adiantaram a marcação, incomodando mais a saída de bola tricolor. Abner foi mais acionado nos minutos finais do primeiro tempo, e o Furacão fechava essa etapa já superior ao adversário.

Segundo tempo

O panorama não mudou muito na volta do intervalo. O Bahia até tentou pressionar mais, mas o ritmo da partida era lento. Fabinho até teve um momento de maior emoção, mas não foi aquilo tudo. E por isso Eduardo Barros agiu: sacou Pedrinho e Jonathan para as entradas (uma estreia e uma quase estreia) de Renato Kayzer e Jorginho. Erick virava lateral e o Furacão partia para cima.

Athletico x Bahia
Jorginho fez sua estreia de fato no segundo tempo. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Só que não foi pelos reforços que o gol saiu, e sim pelos garotos. Abner mostrou qualidade para avançar e cruzar e Christian apareceu vindo de trás, como se espera, para marcar. O jovem meio-campista vai se tornando, jogo após jogo, uma realidade rubro-negra, conseguindo encorpar o time com marcação e apoio.

Mais emoção

Parecia definitivo, mas Santos acabou atingindo Rossi e o VAR acionou Ricardo Marques Ribeiro. Só que o goleiro do Furacão mostrou a capacidade que tem e defendeu a cobrança de Clayson. Percebendo o desgaste físico do time, o treinador interino do Athletico colocou Ravanelli, Carlos Eduardo e Alvarado nos lugares de Léo Cittadini, Fabinho e Christian – já olhando para a partida da terça (29) contra o Jorge Wilstermann pela Libertadores.

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Dali até o final, o Furacão ate foi pressionado, mas conseguiu conter o adversário e Athletico x Bahia terminou com vitória rubro-negra. O desempenho não foi igual à partida diante do Colo-Colo, mas a solução acabou sendo a mesma – a qualidade dos meio-campistas atleticanos.