Foi uma tarde de emoções na Arena da Baixada para Athletico x Fortaleza. Um primeiro tempo trágico e uma etapa final reabilitadora. Na média, o que mais importa: a vitória por 2×1, de virada, sobre o time cearense, na tarde-noite deste sábado (7), na abertura do returno do Campeonato Brasileiro. Fora da zona de rebaixamento pelo menos até este domingo (8), e encerrando um jejum de onze partidas, o Furacão agora precisa colocar as coisas no lugar.

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A vitória foi construída com muita vontade – e nem isso o time apresentara na etapa inicial. Houve erros, claro, mas o espírito de luta e a entrada de alguns jogadores que precisam ser titulares do Athletico levou à vitória sobre um Fortaleza que se achou o Barcelona e perdeu diversas oportunidades.

Athletico x Fortaleza: os times

Paulo Autuori não estava no banco, pois cumpria seu último jogo de suspensão. Mas era ele quem tinha montado o Athletico para ser comandando do banco por Túlio Flores. E a base rubro-negra não havia mudado. Márcio Azevedo e Wellington, que são jogadores de confiança do diretor técnico, voltavam ao time, assim como Léo Cittadini e Nikão. Renato Kayzer, que não podia jogar na Copa do Brasil, também retornava.

A escalação era um pouco mais equilibrada pela presença de Khellven na lateral-direita, tendo Erick no meio-campo – um pouco mais à frente do ideal. O lugar certo do volante é na saída, no primeiro passo da transição ofensiva. Mas Wellington segue sendo imprescindível ao time, pelo menos no pensamento de Paulo Autuori. Do outro lado, Rogério Ceni apostava em um time veloz, com Osvaldo, David e Bergson no ataque.

Apita o árbitro!

Com um time em reconstrução, o Athletico começou o jogo acuado pelo Fortaleza. Rogério Ceni colocou quatro jogadores mais adiantados (os três atacantes mais Romarinho, vindo de trás) para marcar a saída rubro-negra. Um aperto que quase foi fatal no erro de Santos, que só não virou gol porque Bergson chutou fraco e Pedro Henrique fez um milagre. É aquela história: sair jogando é lindo, mas não dá pra fazer isso toda hora.

Bergson fez o gol do Fortaleza. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Melhor em campo, o Fortaleza abriu o placar sem maiores problemas. Gabriel Dias superou Márcio Azevedo e tocou para David. O atacante rolou no meio da área e ali só estava Bergson, que desta vez não falhou. E não era injusto – o time cearense teve pelo menos mais duas oportunidades claríssimas, ambas com David, além de uma boa defesa de Santos (que fazia um jogo ruim) no chute de Osvaldo. Era um passeio, a ponto de os visitantes começarem a enfeitar o jogo.

A atuação do Athletico era a pior do ano. Desmotivado, sem buscar o jogo, vulnerável, com os seus melhores jogadores muito mal. Tão ágil para desmontar o departamento de futebol, Autuori incorria nos mesmos erros de Dorival Júnior e Eduardo Barros dentro de campo.

A virada

Na volta do intervalo, Abner e Christian entraram nos lugares de Márcio Azevedo e Khellven. E lá se foi Erick para a lateral-direita. E como seria impossível jogar menos do que no primeiro tempo, o Furacão foi tentar atacar. Só que foram necessários oito minutos para o Fortaleza chegar à frente e marcar com Bergson, mas o lance foi invalidado pelo VAR. Foi quando Túlio Flores mandou Carlos Eduardo para o jogo na vaga de Reinaldo.

E foi ele quem empatou o jogo após o passe de Renato Kayzer. Pelo menos havia mais vontade no Furacão, e como o adversário não é essa coisa toda, Athletico x Fortaleza estava empatado. E com os donos da casa mais perto da virada. O chute de Christian acertou o travessão, Nikão passou a aparecer mais, Kayzer participava. Era muito melhor do que a etapa inicial.

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Na base da luta, o Furacão seguiu pressionando. E foi explorando as fraquezas do Fortaleza que a virada veio. Na falha de marcação, Renato Kayzer teve tempo para arrumar o corpo e chutar. O gol veio seguido de lágrimas. E a vitória, distante desde setembro, voltou a vestir rubro-negro.