Vamos voltar quatro meses. Não é muito tempo, dá pra lembrar tudo de cabeça. Dia 28 de setembro de 2019, um sábado, não teve edição da Tribuna do Paraná, mas no dia 30, segunda-feira, a página 3 tinha o seguinte destaque:

Pra mim duas declarações do Tiago Nunes ao Bola da Vez são marcantes: “Eu não me vejo fora do Athletico hoje” e “O Athletico só é o que é por causa do Petraglia”.

+ Leia também: Furacão tem que entrar pra valer no mercado

Voltando ao presente, vemos o hoje treinador do Corinthians entrando na Justiça contra o Athletico, pedindo o pagamento de premiações pelo título da Copa do Brasil, prestação de serviços, contrato de imagem, férias, 13º salário e multa.

Entre esses dois momentos, uma tumultuada saída, que foi mal gerida, a acusação de assédio do Corinthians, uma nota oficial do Furacão recheada de mágoa (o eterno “Gratidão é a voz do coração”) e uma entrevista do técnico para o Esporte Espetacular onde o olhar sobre o principal cartola rubro-negro é bem diferente (“Sempre que você diz ‘não’ ao presidente, você acaba saindo como o anti-herói”).

+ História: o título paranaense do Furacão em 1940

Incrível como a relação entre o Athletico e o treinador mais vencedor de sua história se transformou em ódio. E aqui eu não falo apenas em dirigentes, mas na forma que muitos torcedores passaram a tratar Tiago Nunes. E é muito triste que seja assim. Sem o técnico, não haveria o time campeão da Sul-Americana e da Copa do Brasil (ou acham que com Fernando Diniz tudo isso aconteceria?). E sem o Furacão, não haveria o Tiago que despontou como nome mais forte da nova geração de treinadores.

Não vou discutir se o pedido do treinador na Justiça é certo ou não. Não li o processo e principalmente não sou magistrado pra decidir. O que sei é que a conduta de todos nessa guerra declarada não ajuda em nada.

E o incrível é que a situação de Rony caminha para o mesmo desfecho.

+ Podcast De Letra fala das curiosidades e maluquices do Paranaense!