É o certo, temos que evitar as aglomerações, mas como corta o coração um Atletiba sem torcida. Mas como é o jeito, foi assim que o primeiro jogo da final do Campeonato Paranaense aconteceu. E o Athletico venceu o Coritiba por 1×0, com o gol de Léo Cittadini no apagar das luzes. Na tarde deste domingo (2) na Arena da Baixada, o Furacão não impôs seu estilo, mas abriu vantagem.

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Em uma partida de muita marcação, os principais destaques técnicos de Athletico e Coritiba participaram pouco, mas no final Cittadini, que foi perseguido durante todo o jogo, teve uma chance livre e converteu. O jogo da volta, com o Coxa tendo que buscar o resultado e o Rubro-Negro com uma vocação ofensiva, será certamente melhor e mais emocionante.

O Atletiba tático

Não deu mesmo para Erick, e o Dorival Júnior voltou a ter um jogador de ofício na função. Jonathan era a grande novidade do Athletico, e antes do jogo havia a preocupação de que ele pudesse sentir a falta de ritmo logo na decisão. Do lado do Coritiba, Eduardo Barroca mantinha Matheus Galdezani e deixava Thiago Lopes no banco. O camisa 20 teria que manter o volume de jogo que o antigo titular permitia para Rafinha e até Patrick Vieira.

De resto, os desenhos parecidos ao que postei aqui no sábado (1). Times praticamente espelhados, com pontos fortes e fracos bem definidos. O Atletiba dependeria muito do ritmo a ser imprimido, com o Furacão buscando muita intensidade e o Coxa tentando quebrar a velocidade dos donos da casa.

O jogo

O Athletico não mudou do que se projetava. Começou tentando jogar no campo do Coritiba, avançando todos os setores. A marcação na saída de bola era forte, principalmente em cima de Sabino e Rhodolfo. Mas a resposta inicial alviverde foif brecar os avanços de Cittadini e Nikão – os dois eram perseguidos em todos os cantos. Um lance foi simbólico: Nikão dominou pela esquerda e tinha a linha de fundo bloqueada. E tentou derivar pelo meio enquanto três adversários o acompanhavam até a roubada de bola.

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Guilherme Bissoli ofereceu pouco risco a Alex Muralha. E acabou substituído. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Com menos posse de bola, o Coritiba fazia uma transição rápida, e se aproximava mais do gol do Athletico. Robson invertia de posição com Gabriel para impor mais dificuldades a Jonathan. E quando tinha espaço, os visitantes arriscavam mais. Então, mesmo sem levar perigo a Santos, o Coxa tinha seus atacantes mais participativos. No lado do Furacão, Marquinhos Gabriel, Guilherme Bissoli e Carlos Eduardo pegavam pouco na bola, e com isso não havia volume ofensivo.

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No final das contas, o primeiro tempo de Atletiba não teve trabalho para Santos e Alex Muralha. Não tivemos o jogo de alta velocidade que o Athletico pretendia. E o Coritiba não teve a eficiência de chegar na frente e conferir de outras partidas. Houve movimentação, houve interesse dos jogadores, houve momentos interessantes, mas não vimos a emoção que se espera de um clássico.

O segundo tempo do Atletiba

Dorival Júnior queria mais do Furacão. Vitinho entrou no lugar de Guilherme Bissoli – o plano era acelerar de vez o time, centralizando Carlos Eduardo como ‘falso 9’, tática usada na final da Supercopa do Brasil (naquele dia com Marquinhos Gabriel). Os donos da casa queriam velocidade. E o Coritiba mantinha a postura que dera certo na maior parte do primeiro tempo.

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Vitinho acossado por Rafinha e Patrick Vieira. O Coritiba marcou muito o Athletico. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

E o contra-ataque era uma arma forte do Coxa, que explorava a lentidão das peças defensivas do Athletico. A chance que Robson teve ainda nos minutos iniciais mostrou isso: Igor Jesus ganhou de Thiago Heleno na velocidade e Jonathan não teve reação. Santos fez a primeira e mais importante defesa do Atletiba. Numa falha a partida poderia se resolver, e a queda de rendimento físico dos times provocava mais erros.

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O Furacão reclamou do pênalti de Nathan Silva em Thiago Heleno, e tentou engatar uma pressão nos minutos finais. Só que o Coritiba também resolveu atacar, e foi o melhor momento da partida, porque os times arriscaram mais. Houve mais emoção, e na única vez em que Léo Cittadini apareceu com espaço, chutou de primeira e marcou o gol. Aos 45 minutos do segundo tempo, o Athletico abriu a vantagem que queria ter dentro de casa.


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