Havia a esperança de muitos torcedores que Bahia x Coritiba seria o início pra valer da campanha alviverde no Campeonato Brasileiro. Mas um primeiro tempo muito ruim e a falta de poder ofensivo na etapa final levaram o Coxa a sofrer a segunda derrota – deu Bahia 1×0, na noite desta quarta-feira (12), em Pituaçu. Zerado em dois jogos e mostrando carências que não têm solução interna, o clube precisa reagir.

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Com Rafinha, o Coritiba já tinha dificuldades, que às vezes eram supridas pelo talento do camisa 7. Sem ele, falta o ‘algo mais‘, falta a qualidade que resolva partidas, tanto no meio-campo quanto no ataque. E é preciso sim ter pressa em ir ao mercado. O atraso nas ações do departamento de futebol estão cobrando um preço alto logo no início do Brasileirão.

As alterações de Barroca

Eduardo Barroca surpreendeu ao escalar Sassá ao lado de Robson e Igor Jesus. É uma formação que só tinha sido usada em situações específicas, mas que parecia ter um sinal de “agora ou nunca” para o atacante que chegou para ser a referência ofensiva e virou terceiro reserva. Segundo o treinador, em entrevista ao Premiere, as questões físicas afetavam mais, mas o Coritiba entrava com um time mais pesado em Pituaçu.

E com Igor Jesus fazendo o papel tático que normalmente era de Rafinha, marcando pela direita e fechando pelo meio quando o Coxa tinha a posse de bola. Uma movimentação que exigia muito do centroavante – e feita por ele porque Sassá realmente não aguentaria fazer essa função. Mas era Robson quem tentava, e foi ele quem acertou o travessão logo no início do jogo.

Do outro lado, o Bahia apostava em uma estratégia que tinha origem no Corinthians de Fábio Carille – sem um centroavante confiável, Rodriguinho era o ‘falso 9’ e tentava abrir espaços para a chegada dos homens de lado de campo. Tinha dado muito certo no Timão, e iria funcionar também diante do Coritiba. E a marcação de saída de jogo complicava a defesa alviverde.

Bahia x Coritiba: as velhas dificuldades

Depois de dez minutos de boa qualidade, o Coxa parou de jogar. Isto porque a transição coxa sofria das mesmas dificuldades de outros jogos – Nathan Silva, Matheus Galdezani e Ruy não trabalhavam as jogadas, e aí era só na ligação direta. E com muito espaço, o Bahia chegou ao gol, num pênalti que demonstrou a desarrumação completa do time – Sassá, como um trem descarrilado, derrubou Rodriguinho. Ele mesmo cobrou e fez 1×0.

Eduardo Barroca mudou o jeito do Coritiba jogar em Salvador. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

E o primeiro tempo de Bahia x Coritiba terminou com o Coxa correndo mais risco de levar o segundo. Produzindo pouco, ficava evidente que não era a escalação de três atacantes que faria o time ficar mais ofensivo. As carências do elenco ficavam ainda mais evidentes, e a sensação era que Barroca, ao mesmo tempo em que tateava para encontrar soluções, também deixava claro que não era possível mudar muita coisa sem peças para fazer isso.

Tanto que a alteração do intervalo foi a entrada (estreia, inclusive) de Jonathan no lugar de Natanael. Mudança mais importante foi a tática, com Igor Jesus avançando para jogar ao lado de Sassá na frente. Era a tentativa de sair do sufoco do Bahia. E Robson, que não é o jogador para isso, era quem mais tentava criar. Além da luta do camisa 30, havia a bola parada. Assim o Coxa quase empatou com Sabino e William Matheus.

O melhor alviverde

O zagueiro era uma ilha de qualidade no time, e empurrava os companheiros ao ataque, indo à frente como se fosse um armador. Quem tinha que fazer esse papel seria Ruy, mas ele não apareceu no jogo e acabou saindo para a reestreia de Yan Sasse. Logo depois saiu Nathan Silva para a entrada de Renê Júnior – e como Matheus Sales faz falta hoje no Coritiba.

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Melhor em campo na etapa final, ainda faltava o ‘algo mais’ para o Coxa marcar. Barroca fechou as alterações tentando dar vigor ao time, colocando Nathan e Luís Henrique nos lugares de Sassá e Matheus Galdezani, visivelmente cansados. Com muita vantagem pela esquerda, era por ali que os dois jovens atacavam, e a pressão aumentou.

Foi Luisinho quem criou a melhor chance no final do jogo, no passe para Robson, que chutou em cima de Douglas Friedrich. Pela luta e pela melhora no segundo tempo, o Coritiba poderia até ter empatado. Mas é preciso ter mais qualidade. Isso faz falta nessas horas, para fazer um domínio se transformar em resultado. Passou a hora de a diretoria agir.


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