Na expectativa que vivemos de uma recuperação de Athletico, Coritiba e Paraná no Brasileirão – com Furacão e Coxa saindo da zona de rebaixamento na Série A e o Tricolor voltando ao G4 da Série B -, espera-se também que alguns jogadores mostrem serviço. Atletas que poderiam (pelo menos olhando de fora) mudar o cenário dos nossos times, dando mais força e qualidade. E temos esses jogadores dentro dos elencos do futebol paranaense?

No Paraná, tem gente pra estrear

Recentemente, o Tricolor anunciou os atacantes Matheus Matias e Bruno Nunes. Como ainda sequer estrearam, fica a expectativa para que eles rendam mais do que Léo Castro, que ainda não emplacou, e Bruno Gomes, que alterna boas e más atuações. O jovem Matias surgiu muito bem no ABC, a ponto de ser rapidamente contratado pelo Corinthians. Mas além de nunca ter tido uma chance real no Timão, vem de uma sequência de empréstimos frustrados. Já Bruno (mais um, inclusive) é mais experiente, mas não foi bem no Juventude.

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Ainda quero ver Vitinho ter mais minutagem (como dizem os especialistas). Agora em isolamento por conta da covid-19, o meio-campista ficará fora pelo menos nas próximas duas rodadas. Mas quando voltar, ele precisa ser testado ao lado de Renan Bressan. Os dois jogadores mais técnicos do Paraná Clube não podem passar toda a Série B sem jogarem juntos uma partida sequer. E Vitinho, que veio para ser uma opção real de escalação, ainda não começou um jogo como titular.

No Coritiba, um Brasileirão de dúvidas

Apesar de ter alguns ‘imprescindíveis’, como Wilson, Sabino, William Matheus e Robson, ainda não dá pra cravar qual é o time titular do Coritiba no Brasileirão. Eduardo Barroca tinha uma ideia, Jorginho outra e agora Rodrigo Santana tenta encontrar o seu onze ideal. E por conta da falta de afirmação dos jogadores do meio para frente, a disputa está aberta. Claro que Ricardo Oliveira está em vantagem por ser um jogador de confiança do novo treinador alviverde.

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Mas é preciso olhar para o meio-campo. Matheus Galdezani, depois que voltar do isolamento por conta da covid-19, terá que ser firmado no time titular, coisa que não aconteceu no primeiro turno. E é preciso dar tempo de jogo para Sarrafiore, Cerutti e Neílton, para ver quem é que tem mais bala pra jogar. Só que a expectativa maior é por Maílton, que chega esta semana com status de titular na lateral-direita e pode dar ao Coxa uma profundidade que a equipe atual não tem.

No Athletico, a hora é de definições

O Furacão passou onze meses de 2020 (tá, tem o tempo da parada) tentando encontrar um time titular. E, convenhamos, ainda não achou. Isto porque até os jogadores acima de qualquer suspeita – como Santos, Thiago Heleno, Nikão e Léo Cittadini – vivem má fase. Então, na retomada da confiança rubro-negra, um ponto fundamental é Paulo Autuori definir uma base e seguir com ela, até porque o clube não pode contratar.

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Pelas últimas escolhas do diretor técnico, quem merece ser titular (e nem sempre vem sendo) é Christian. O meia é o único que muda a velocidade do jogo do Athletico, e precisa entrar no time e não sair mais. Carlos Eduardo, quem diria, hoje precisa ser um dos extremas. E eu ainda quero ver Ravanelli com mais tempo. A média do armador é de menos de 27 minutos por jogo. É difícil ter sequência assim. E o garoto precisa ter uma oportunidade.