Maria Francisca Klosenski nos deixou. Sim, perdemos a Chica. A mensagem veio há instantes para os jornalistas paranaenses. Um longo período de luta contra o câncer foi minando a resistência de uma das personagens mais queridas do nosso futebol. Que talvez não seja tão conhecida da maioria dos torcedores, mas que está presente na história do esporte no Paraná.

Mais detalhes sobre a morte da Chica você vê nessa matéria do Robson Martins.

Ela trabalhou por longo tempo na Associação de Cronistas Esportivos do Paraná, a ACEP. Era a nossa ponta de lança – se nossa carteirinha não tinha ficado pronta, se precisávamos fazer uma reunião, se não conseguíamos entrar no estádio, era com a Chica que tínhamos que conversar. E ela solucionava tudo. Sempre.

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Falo isso com os 24 anos de trabalho na imprensa que completei no feriado de 1º de maio. Nunca tive um perrengue que não fosse resolvido pela Chica. E era assim também com todos os meus colegas. Não é à toa que uma corrente de solidariedade e de apoio foi construída durante essa luta dela contra a doença.

Chica, a poderosa

Com 46 anos convivendo com jornalistas, jogadores e dirigentes, a Chica tinha uma agenda invejável. Ela poderia deixar você em contato com qualquer figurão do nosso futebol. Mário Celso Petraglia, por exemplo, pode não falar com um monte de gente, mas com a Chica ele sempre falava.

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O jeito ranzinza era apenas uma casca. Quando você conquistava a confiança da Chica, ela se tornava uma protetora. Foi assim com a geração anterior à minha – Irapitan Costa, Marco Assef, Mário Neto, Marcelo Ortiz – e com a minha. E principalmente com as meninas que entravam no jogo pesado do futebol. As colegas jornalistas sabem bem disso.

Nos tempos do Pinheirão: Marco Aurélio, Osires Júnior, Chica, Dorival Chrispim, Manoel Fernandes, Marcelo Ribeiro, Irapitan Costa e Osmar Antônio. Ela sempre foi do nosso time. Foto: Arquivo Maria Francisca Klosenski

A Juliana Fontes fez inclusive o último material de fôlego com a Chica, que você pode ler nesse link. Outras tantas matérias especiais foram feitas no ano passado – na Gazeta do Povo, na RPC, na Banda B… Chica aproximava a todos. Naquela última visita à redação da Tribuna, faltava braço para tanto carinho que ela recebia.

Uma das nossas pioneiras da imprensa, Sonia Nassar, foi amiga de alma e de Athletico. Tenho certeza que a Soninha vai receber a Chica com aquele sorrisão. E as duas vão balançar o coreto do céu. Vai com Deus, Chica. Você já tá fazendo falta.


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