O confronto Cianorte x Coritiba pela semifinal do Campeonato Paranaense trazia um time da capital como favorito destacado diante de um time do interior que vinha pra lá de motivado. E a empolgação do Leão do Vale não resistiu a 45 minutos de eficiência alviverde. Com a vitória por 3×2 neste domingo (26), no Albino Turbay, o Coxa joga por dois resultados para chegar à decisão.

O Coritiba foi efetivo no ataque, principalmente no primeiro tempo. Na etapa final, o Cianorte jogou bem e deixou a disputa ainda aberta. A queda de rendimento do Coxa fez lembrar a dificuldade vivida nos dois clássicos diante do Paraná Clube.

Cianorte x Coritiba: mudanças alviverdes

Como Rafinha precisava de um descanso – não tem jeito, isso vai ser rotina em todos os clubes com os jogadores mais experientes -, Eduardo Barroca mudou o Coritiba. A entrada de Matheus Galdezani fazia todo sentido, no atual elenco o camisa 20 é titular. Mas não entendi por que, sem Rafinha, o treinador não aproveitou para escalar Gabriel pelo lado do campo – apesar do gol que ele marcou. Era a chance do meia jogar numa posição que mais se adapta às características dele.

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Em relação a Alex Muralha, é ele o titular do gol na visão de Barroca. Sigo com minha opinião de que Wilson é mais goleiro, tanto que foi decisivo nos dois jogos contra o Paraná, mas a posição é de confiança e passa não só pelo treinador, mas também pelo preparador. Do lado do Cianorte, João Busse montou um 4-1-4-1 bem claro, deixando Gercimar entre as linhas e ‘espelhando’ o posicionamento dos meio-campistas do Coxa.

O jogo

A marcação adiantada do Coritiba deixava o campo mais largo, e a aposta do Cianorte era em ligação direta para Pelezinho na esquerda e Buba na direita para pegar o sistema defensivo alviverde desprevenido. Como o gramado não ajudava no jogo de passe, mesmo que ficasse mais com a bola nos pés, o Coxa tinha dificuldade para criar.

Tinha gente no muro e em cima do telhado, mas na arquibancada do Albino Turbay só ele. Foto: Divulgação/CFC

Desde o começo do jogo a sensação que se tinha era que a bola parada seria a melhor opção para os visitantes. Isto porque neste Cianorte x Coritiba a condição do campo influencia diretamente o desenho das partidas. No Albino Turbay, um jogo de transição rápida e passes longos tem melhor efeito, e as bolas paradas ganham ainda mais importância. Quarta (29), no Couto Pereira, é possível ter uma imposição técnica – ainda mais com vantagem.

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E pouco depois de escrever o parágrafo acima saiu o gol do Coritiba. Bola parada, claro. Falha da defesa do Cianorte, e William Matheus abriu o placar. Aí a estratégia do Cianorte perdeu efeito, e o Coxa passou a ter o contra-ataque. Assim, com 22 minutos de jogo, e após uma ótima jogada de Thiago Lopes e Gabriel a vantagem era de 2×0.

Resultado definido?

Robson quase definiu o jogo na tentativa que parou no travessão. Mas foi William Matheus que fez o segundo dele, de novo na bola parada, decretando a vitória. No segundo tempo, o Cianorte teve sua luta premiada com os gols de Pelezinho e França. Além da vontade, mérito para João Busse, que colocou o time no ataque, mesmo com o risco de dar espaço demais.

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Somando isso à queda de rendimento – física e técnica – do Coxa, a partida ganhou em emoção e não definiu a vaga pra final, como o 3×0 do primeiro tempo poderia indicar. O jogo competitivo alviverde na etapa inicial terá que resistir aos 90 minutos, o que não aconteceu no Albino Turbay. E essa conclusão não vale apenas para o jogo de quarta no Couto Pereira, mas para toda a sequência da temporada alviverde. Vai ser preciso estar sempre no limite.


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