Eduardo Barroca tem um trabalho duro, o de mudar a cara do Coritiba. O empate desta quarta-feira (29) com o Operário em 1×1, no Couto Pereira, foi uma lição – se o jogo está na mão, resolva, senão pode não adiantar nada.

Só nos primeiros dez minutos o Operário ameaçou querer jogar de igual para igual. Com uma formação que visava ao contra-ataque, até por já ter visto o Coxa ter dificuldades defensivas em casa, Gerson Gusmão tentava explorar a dificuldade dos donos da casa.

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E por 40 minutos o Coritiba tentou furar o bloqueio ponta-grossense. O jogo foi centralizado em Rafinha, natural por um ponto por ele ser o principal jogador do time, mas que sobrecarrega o camisa 7 e justifica a busca da diretoria por jogadores de ligação – Giovanni Augusto já treina, Jadson deve chegar semana que vem.

O gol de Robson – sempre eficiente – veio imediatamente após a expulsão de Douglas Nascimento, cavada na malandragem por Igor Jesus. Aí o Operário, mesmo em desvantagem, se fechou em duas linhas, deixando só Jefinho na frente e tentando a famosa ‘uma bola’ para arrancar o empate.

Com uma presença ofensiva maior, o Coritiba controlou o jogo, e passou a ter um novo desafio. Resolver a partida, evitar riscos como passou no clássico diante do Paraná Clube.

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Nem preciso explicar os motivos – 1×0, jogo controlado, mas aí vem uma bobeada e todo o domínio vira um empate. Sem Rafinha, a produção ofensiva caiu, e nem a entrada de Sassá adiantou. Os minutos foram passando, o jogo foi se aproximando do final e aconteceu exatamente o que o Fantasma queria. ‘Uma bola’ foi suficiente para Douglas Coutinho empatar o jogo.

Ter essa postura impositiva é certamente algo que Eduardo Barroca quer ver mais no Coritiba. Com vantagem no placar e no número de jogadores, faltou matar o jogo. E a vitória não veio – até porque do outro lado havia um time bem arrumado pelo Gersinho. Este é outro passo na reorganização tática alviverde – na Série B, o Coxa marcava e recuava todo, às vezes perigosamente. Como disse em outros textos, mudar a mentalidade do atleta não é simples. Até porque mesmo reforços, como Rodolfo e Renê Júnior, vêm de times que primeiro olhavam para a defesa.

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A reconstrução leva tempo, vai ter tropeços porque isso acaba acontecendo e necessita de fortalecimento de grupo. A caminhada é longa.