Jogo de transição, Coritiba x Atlético-GO era decisivo para o Coxa. Não vencer em casa seria terminar o primeiro turno com uma campanha péssima. Mas o time, treinado interinamente por Pachequinho, conseguiu uma suada vitória por 1×0 neste sábado (31), no Couto Pereira, e saiu temporariamente da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. E deu um pouco de sossego para Rodrigo Santana, que incia seu trabalho nesta segunda-feira (2).

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A atuação alviverde ainda foi bem abaixo do esperado. Mas é possível imaginar que a evolução é viável. Usando mais os reforços e tendo mais opções de qualidade do meio para frente, o Coritiba pode pensar em um segundo turno melhor – uma obrigação para fugir do rebaixamento. Um detalhe: três jogadores (dois do Coxa e um do Dragão) saíram com lesões musculares. Efeito do calendário maluco do futebol brasileiro, que infelizmente tem tudo para ser ainda mais cruel até o fim da temporada.

Coritiba x Atlético-GO: as mudanças

Pachequinho emulava no seu jogo de interinidade o esquema que usou em 2017. Havia uma tentativa de ‘trivote‘ com Hugo Moura, Matheus Galdezani e Giovanni Augusto, e três homens de frente – Neílton, Cerutti e Ricardo Oliveira. Estes últitmos chegaram para ser titulares, tinham responsabilidade também, e o auxiliar alviverde unia dois fatores: a experiência e o respaldo da torcida.

Giovanni Augusto tentou segurar a bola no primeiro tempo, mas saiu lesionado. Foto: Gabriel Rosa/Foto Digital

Isto porque o time de Pacheco era muito mais próximo do que podemos chamar de senso comum do que as formações de Jorginho. Ainda havia a improvisação de Matheus Sales na lateral-direita, mas era uma equipe no papel mais equilibrada, que tinha condições de se impor taticamente em campo e também velocidade para contra-atacar.

O jogo

A ansiedade se misturou à falta de entrosamento no início de Coritiba x Atlético-GO. Os alviverdes tinham dificuldade de superar a marcação alta do Dragão, claramente um time mais arrumado – isso desde os tempos de Vágner Mancini. Só que o Coxa tinha por onde sair caso recuperasse a bola. E foi o que aconteceu no gol de Galdezani – quando Hugo Moura manda para frente, Ricardo Oliveira prende a jogada até a chegada de Giovanni Augusto, que rolou para o meia abrir o placar.

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Defensivamente, o Coritiba mantinha duas linhas de quatro jogadores, com Giovanni Augusto e Ricardo Oliveira mais à frente. A vantagem precoce fazia os donos da casa ficarem postados atrás da linha da bola. Bastante atrás, inclusive, o que fazia Wilson ser pressionado – o goleiro fez seu milagre habitual na cabeçada de Matheus Vargas. Havia uma cautela excessiva do Coxa, o que dava ao Atlético-GO a chance de dominar a partida.

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E o primeiro tempo correu assim até o final – os alviverdes se segurando na marcação e tentando sair na velocidade, principalmente com Cerutti. E os goianos conseguindo trabalhar a bola até a intermediária, e dali por diante apostando nos cruzamentos de Dudu pela direita e de Natanael pela esquerda.

Ele apareceu!

Giovanni Augusto se lesionou e Sarrafiore ressurgiu do limbo onde fora colocado por Jorginho. Era a mudança do Coritiba para o segundo tempo. Taticamente, não havia alterações – só o Dragão que tinha avançado ainda mais. O contra-ataque estava escancarado, mas Ricardo Oliveira precisava da ajuda do camisa 8. O problema é que todo o sistema ofensivo alviverde sofria com a falta de ritmo e mesmo de conhecimento entre si.

Ricardo Oliveira correu bastante, sentiu a falta de ritmo e saiu cansado. Foto: Gabriel Rosa/Foto Digital

Por isso, mesmo com o espaço escancarado, o Coxa não conseguia ser eficiente como na etapa inicial, quando teve duas chances, o gol e uma bola no travessão, ambas com Matheus Galdezani. E depois de um período de mais calmaria, a pressão goiana voltou na reta final da partida. No último lance, Wellington Rato venceu Wilson, mas acertou o travessão. A vitória mostrou o que todo mundo dizia – o elenco alviverde tinha condições de render mais e vencer partidas. Mesmo sem jogar bem.