Coritiba x Inter. Dois anos depois, o Coxa voltava à primeira divisão. E nessa reestreia, sentiu que a caminhada será longa e complicada. Derrotado por 1×0 pelo Colorado neste sábado (8), na rodada de abertura do Brasileirão, o time alviverde reforçou as dificuldades que apresentou desde o início da temporada, e diante de um adversário de mais qualidade, não conseguiu resistir.

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O resultado ressalta a necessidade do Coritiba qualificar o seu time titular. A sequência de partidas, com Bahia fora e o favorito Flamengo em casa, mostra o tamanho do desafio que o Coxa tem. Por isso é preciso pensar rapidamente em soluções para que o time atinja seu real objetivo no Brasileirão, que é somar a pontuação necessária para escapar do rebaixamento.

Coritiba x Inter: as mudanças

Sem Rafinha, o Coritiba poderia ter alterações profundas. O melhor jogador do time também dita o desenho tático alviverde, pois a forma do camisa 7 atuar balizava o pensamento de Eduardo Barroca. Mas, talvez por ser tudo tão em cima da hora – não vamos parar de ter jogos até fevereiro -, o treinador preferiu manter a estrutura do time.

Mas mudou no meio-campo. Colocou Gabriel no lugar de Rafinha – posição onde ele rende mais, vide o histórico no Bahia e mesmo no Flamengo – e colocou Ruy na armação. Interessante que o meia, que quase entrou no Atletiba decisivo do Paranaense, porque iria cobrar pênaltis se fosse o caso, andava fora dos planos de Eduardo Barroca desde antes do retorno do futebol.

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E a outra alteração marcante era no gol. A volta de Wilson deixava no ar uma sensação de que a comissão técnica alviverde desaprovou a atuação de Alex Muralha na finalíssima. Por mais que o camisa 23 não possa atuar contra o Flamengo na semana que vem, por questões contratuais, a saída imediata após o clássico indica que a posição de goleiro mudava de mãos.

Bola rolando

Sabendo que a bola não poderia chegar aos jogadores de frente do Inter, o Coritiba tratou de marcar a saída de bola dos gaúchos. E funcionou no início da partida, quando a movimentação de Patrick, Marcos Guilherme e William Pottker foi contida. Aos poucos, os visitantes começaram a encontrar espaços na marcação alviverde, principalmente quando Saravia e Moisés se aproximavam dos extremas.

Rodolfo Filemon e Patrick Vieira marcam Guerrero. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

O Coxa sofria do mesmo mal de jogos anteriores – estava arrumado, marcava bem, mas a criação ficava devendo. Era preciso arriscar um pouco mais, se fosse o caso de média distância, como a tentativa de Matheus Galdezani que parou no travessão, a melhor oportunidade alviverde no 47 minutos iniciais. No final das contas, foi um Coritiba x Inter sem gols no primeiro tempo – e com justiça.

Etapa final

A marcação que segurou o Internacional na primeira parte do jogo não teve a mesma intensidade na volta do intervalo. Os colorados ficavam com a posse de bola, e Marcos Guilherme e Patrick começaram a ganhar os duelos sobre William Matheus e Patrick Vieira. Wilson fez o seu milagre de cada jogo no chute à queima-roupa de Pottker, e os visitantes viviam seu melhor momento em campo.

Essa, Wilson defendeu. Mas ele não teve chances no chute de Guerrero. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Tentando mudar o rumo do jogo, que ficava perigoso demais, Barroca sacou Ruy e Robson para colocar Renê Júnior e Welissol. Mas o controle tático tinha mudado de lado. E quando Boschilia e Thiago Galhardo entraram, a superioridade do Inter ficou evidente. Foi o ex-meia do Coritiba que cruzou para Guerrero abrir o placar.

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Perdendo o jogo, Barroca decidiu ir para o tudo ou nada na entrada de Sassá e Wanderley nos lugares de Igor Jesus e Gabriel. A opção seria tentar a pressão ofensiva e as bolas altas para buscar o empate. Só que o Coritiba sequer conseguia passar da primeira linha de marcação. Quando passava, não arrematava. E sem chutar no gol fica difícil.


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