Um clássico Coritiba x Paraná com emoção, polêmicas, boas atuações e falhas feias. Teve de tudo no jogo desta quinta-feira (23) no Couto Pereira, e no final o Coxa eliminou o Tricolor com a vitória por 2×1. Óbvio que tecnicamente não foi um bom jogo, mas o duelo teve muita disputa e alternâncias de desempenho – pra esse reinício de Campeonato Paranaense, tá no preço.

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Com duas vitórias, o Coxa se classifica com justiça para enfrentar o Cianorte, que conseguiu uma virada sensacional sobre o Operário. E mantém a melhor campanha, o que lhe dá a vantagem de decidir no Alto da Glória – caso passe para a final, claro.

Coritiba x Paraná: a tática

Ainda buscando um desempenho uniforme, Eduardo Barroca manteve o jeito do Coritiba jogar. Neste momento peculiar de volta do futebol, Gabriel ainda mostra dificuldade para ser o armador, aumentando a responsabilidade de Rafinha e Robson. Pra tentar reverter a vantagem, Allan Aal posicionou Jhony ao lado de Carlos Dias para dar mais liberdade a Michel. Renan Bressan faria falta ao Paraná com qualquer desenho tático.

Só que o plano de jogo paranista dependeria de um início de jogo controlado, marcando forte desde a saída de bola e correndo o menor risco possível. Mas a falha inacreditável de Alisson permitiu que o Coxa saísse em vantagem no placar com Patrick Vieira – a imagem da TV não é conclusiva pra dizer se a bola entrou ou não. E aí só caberia ao Tricolor tentar pressionar ainda mais o início das jogadas alviverdes. Espaçando o campo, daria terreno para Rafinha e Robson.

O tempo já era adversário do Paraná – que tem um time mais jovem, principalmente do meio para frente. O Coritiba não precisava ter pressa e claramente esperava o melhor momento para atacar. Mas Rafinha cometeu pênalti em Mosquito. E o mais experiente dos tricolores, o zagueiro Fabrício, empatou o jogo. Duas falhas, dois gols, jogo aberto.

Instabilidade

Depois do gol, os visitantes se animaram. E isso mostra como a questão emocional vai ser mais importante nesse reinício do futebol. É só ver o que aconteceu nos dois Coritiba x Paraná: como os times sentiam cada fato dos jogos. E sentiam muito, tanto a favor quanto contra. Quem souber trabalhar a parte psicológica na maratona de partidas que teremos até fevereiro pode levar uma vantagem decisiva.

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O primeiro tempo terminou assim: mesmo em desvantagem no agregado, o Paraná estava mais confiante do que o Coritiba, que demonstrava nervosismo em campo. Só que a volta do intervalo trouxe os donos da casa jogando no campo adversário – duas chances criadas nos primeiros cinco minutos. Era nova mudança emocional, que se manifestava nos gritos de Allan Aal para os jogadores.

A hora da decisão

Mas a cada minuto que passava o nervosismo, que antes se alternava, passava a tomar conta de coxas e paranistas. E a partida ficou emocionante. Isso significava que era um bom jogo? Não, porque os lances de perigo eram quase sempre originados de erros técnicos e declínio físico, naturais nesse momento de retomada. Mas como uma falha dessas poderia definir a vaga, o clássico ficou eletrizante – do seu jeito, mas eletrizante.

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E foi nesse momento de idas e vindas que Igor Jesus teve a primeira oportunidade para finalizar em 70 minutos. Robson ganhou na raça, a defesa paranista foi desatenta e o centroavante do Coritiba marcou o segundo gol, o da classificação para a semifinal. Consciente de que precisa melhorar bastante, o Coxa agora tem o Cianorte pelo caminho – e tendo que administrar o favoritismo. Já o Tricolor foca no objetivo da temporada, que é a Série B, e numa remontagem de time que começou no meio da pandemia.


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