Coritiba x Sport, 1×0. O que vinha sendo um dos jogos mais fracos do Campeonato Brasileiro se transformou na vitória que tirou o Coxa da zona de rebaixamento. E fez a estreia de Jorginho no comando ser positiva. A vitória com gol de pênalti de Sabino no jogo deste domingo (30), no Couto Pereira, foi fundamental, mas deu uma amostra ao técnico do trabalho que terá pela frente.

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A carência técnica em algumas posições e a má fase de alguns jogadores atrapalha o Coritiba, que vai precisar se fortalecer com contratações. Só que com duas vitórias seguidas, o novo treinador alviverde terá bastante tranquilidade para fazer o time melhorar.

Novidade

No Coritiba, havia uma mudança na escalação que havia vencido o Bragantino no domingo passado (23). Jorginho estrearia com Luiz Henrique no meio-campo. O jogador tem um perfil de articulador, mas sempre teve oportunidades ‘na fria’ – ou colocado como solução imediata ou entrando no decorrer para resolver. Começar Coritiba x Sport como titular era a melhor oportunidade que o jovem recebera desde que subiu para o profissional.

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Havia a expectativa de uma postura mais sólida. Claro que haveria menos mudanças do que o que o torcedor poderia esperar, por conta da falta de tempo. Não há outra analogia do que a que está se trocando o pneu com o carro andando. Além disso, era um jogo em que o Coxa teria que propor o jogo, pois o Sport jogaria agrupado e tentando aproveitar os erros dos donos da casa.

Jonatan Gómez derruba Matheus Sales – era a marcação do Sport desde a saída de bola do Coritiba. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Coritiba x Sport: o jogo

Também de técnico novo, Jair Ventura, o time pernambucano começou mais arrumado. Se fechava em duas linhas de marcação e tinha atenção especial em Matheus Galdezani e nos extremas alviverdes, Robson e Neílton. Era preciso trocar de posições, ter mais movimentação, tanto que a primeira chegada organizada do Coritiba foi quando Luiz Henrique apareceu na direita e cruzou para Robson.

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Á área central estava toda congestionada, parecia a rua Itupava à noite nesses tempos de pandemia – gente por todos os lados, todo mundo aglomerado e ninguém usando máscara. Os dois zagueiros do Coxa trocavam passes e reclamavam pela falta de opções. O Sport achara uma forma de prender o Coritiba, e assim o jogo teve meia hora arrastada. Chute a gol alviverde, só aos 30 minutos, com Sassá mandando para fora.

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Os melhores momentos alviverdes seguiam sendo pela esquerda, com a participação de William Matheus. Pouco demais para quem precisava vencer. No intervalo, Jorginho decidiu mexer, colocando Matheus Bueno no lugar de Luiz Henrique – e o Coritiba adiantou o time, tentando pressionar o Sport. Logo depois do início do segundo tempo, o treinador alviverde se cansou dos erros de Patrick Vieira e colocou Jonathan.

A parte final

As primeiras alterações não fizeram o Coxa ser superior. O jogo era muito equilibrado, com alternâncias de domínio e períodos de pouca produção. Jorginho era obrigado a mexer na defesa, com a entrada de Rodolfo Filemon no lugar de Rhodolfo. Sobravam duas alterações, e com todo jeitão de serem as entradas de Giovanni e Giovanni Augusto. É muito nome parecido, né.

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E seria preciso agitar o time, porque Wilson e Sabino tiveram que fazer milagre para evitar o gol do Sport. O Coritiba seguia com muita posse e pouca produção – 59% de posse de bola e apenas um chute na direção do gol. Giovanni Augusto entrou, mas o xará dele não, pois Igor Jesus foi o escolhido. E quando nada mais acontecia, Robson lutou para chegar numa bola longa e o goleiro Maílson cometeu pênalti. Sabino, com seu estilo já conhecido, cobrou e garantiu a vitória alviverde. O jogo foi fraco, mas a vitória foi pra lá de importante.