Em casa, diante da torcida, o Coritiba aproveitou o ambiente favorável e venceu sem maiores sustos o Cianorte por 2×0 nesta sexta-feira (21), no Couto Pereira. O jogo deixou claro a principal característica alviverde desde o ano passado – a Rafinhadependência. Quando o camisa 7 vai bem, o Coxa tem mais chances de vencer. E foi isso que aconteceu diante do Leão do Vale.

Talvez precocemente na temporada, o Coritiba entrou em campo com a obrigação de vencer. E essa necessidade mexeu com o time nos primeiros minutos. Alguns jogadores estavam tensos – Sassá em particular. Como o Cianorte não atacou, era só o Coxa colocar os nervos no lugar que a vitória viria.

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Foi o que aconteceu. No momento em que Rafinha tirou o coelho da cartola e fez o primeiro gol, o Coritiba se acalmou. Era a Rafinhadependência mais uma vez aparecendo para colocar o time alviverde nos eixos. A assistência para o gol de Robson – o principal parceiro do meia – apenas confirmou como o Coxa precisa de seu camisa 7.

Rafinha é realmente diferente. Não é à toa que ele entrou na seleção coxa-branca da década, na seleção do futebol paranaense na década e entrou na briga pra ser o jogador da década de acordo com a equipe da Tribuna do Paranápra saber se foi ele o craque dos últimos dez anos, ouça nosso podcast De Letra. Apesar de já não ter a resistência física de antes, a qualidade técnica resolve jogos.

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Aconteceu isso nessa chuvosa noite, nos momentos em que o time estava bem ou quando o time estava mal. Mas não pode ser a única tábua de salvação do Coritiba. Um time que joga a primeira divisão do futebol brasileiro tem a obrigação de contar com jogadores que dividam a responsabilidade com Rafinha. Até para que, quando o meia não estiver inspirado ou não estiver em campo, o Coxa não fique sem ação.

Enfim Yan

Yan Couto e Robson, as boas notícias do Coritiba. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

A entrada de Yan Couto foi bastante positiva. O menino tem que jogar enquanto estiver por aqui. É bom para o Coritiba e também para o Manchester City, que contará com um jogador com mais rodagem no meio do ano. E Yan tem que ser o lateral-direito titular, ele está furos à frente de Patrick Vieira.

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O resultado alivia a pressão, isso é certo. Bom para Barroca, que foi questionado muito cedo, e precisa de tempo – o futebol é duro, porque o treinador tem 45 dias de trabalho, o que convenhamos é pouco para mudar um panorama tático. As temerárias saídas de jogo deixam clara a necessidade de mais treinamento. Mas as coisas são assim, e ele está tranquilo até o próximo jogo do Coritiba. E enquanto Rafinha estiver voando.

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