O Coritiba não esperou muito tempo após a derrota para o Corinthians. A demissão do diretor Rodrigo Pastana e do técnico Eduardo Barroca, confirmada na manhã desta quinta-feira (20), era inevitável. Pela sequência de seis derrotas, por perder em casa o título paranaense, pela lanterna do Campeonato Brasileiro. Mas não basta apenas demitir. Agora é a hora decisiva do presidente Samir Namur e seus parceiros de G5. Qual é a vontade do Coxa?

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Rodrigo Pastana teve um papel importante no acesso do Coritiba no ano passado. Mesmo assim, ainda em 2019 algumas contratações ficaram devendo. Neste ano, o investimento foi menor e os erros foram maiores. O Coxa que iniciou o Brasileirão é mais fraco tecnicamente do que o que terminou a Série B. O elenco é limitado e ficou ainda mais frágil quando Rafinha se machucou.

Na partida diante do Timão, ficou evidente a falta de qualidade alviverde. Claro que há bons jogadores, mas não há recurso para mudar a história das partidas. Quando, no intervalo, Ederson entrou no lugar de Gabriel, alteração decisiva no bom segundo tempo corintiano, viu-se que do outro lado havia condição de alterar o panorama da partida. Eduardo Barroca não tinha essa opção.

Carta branca no Coritiba

E Rodrigo Pastana não pode reclamar de falta de apoio. Ele teve uma autonomia raríssima na história do Coritiba. Era praticamente porteira fechada, o presidente e os demais cartolas não apitavam nada no futebol. Então, apesar de ter sempre uma explicação para tudo, ele certamente não tinha como justificar a falta de qualidade do elenco alviverde.

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Samir Namur e a diretoria terão agora que tomar uma decisão. Vão de novo dar carta branca para outro dirigente remunerado? Passarão a controlar as ações de um novo executivo? Confiarão o departamento de futebol a um diretor coxa-branca? Ou vão tomar para si os rumos do clube?

O menos culpado

Eduardo Barroca teve que lidar com um elenco fragilizado e passou por situações alheias ao seu trabalho – as lesões de Giovanni, Matheus Sales e Rafinha, as expulsões sem sentido de Renê Júnior e Yan Sasse contra Flamengo e Corinthians, a falta de opções no banco. Mas também tomou decisões erradas. As indicações de Nathan Silva e Jonathan, por exemplo, não se sustentam.

E na realidade do futebol brasileiro, seis derrotas seguidas são fatais. Só dirigentes com muita convicção – não é o caso do Coritiba – bateriam no peito e sustentariam um trabalho. No Coxa, não só Barroca foi demitido como a tendência é de uma mudança radical no perfil do treinador, buscando um nome que pense primeiro no sistema defensivo. Um novo Jorginho, que pode ser até o próprio.

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Mas com Barroca, com Jorginho, com Bonamigo ou com Jürgen Klopp, sem material humano não se faz um time de futebol. Mesmo em crise financeira, o Coritiba e seus dirigentes sabem que um rebaixamento pode ser catastrófico. Vai ser preciso ir ao mercado e arrumar a casa para lutar pelos 47 pontos nas próximas 34 partidas do Brasileirão.


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