Nessa briga para sair da zona de rebaixamento, Goiás x Athletico é daqueles jogos obrigatórios. E o Furacão fez o que tinha que fazer – venceu o Esmeraldino por 1×0, neste sábado (14), na Serrinha. Um triunfo que precisava vir neste momento do Campeonato Brasileiro. Muito superior no primeiro tempo, mas passando um sufoco na etapa final, o Rubro-Negro conquistou três pontos muito importantes, que o tiraram da zona de rebaixamento – pelo menos até o final da rodada.

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O fato de ter duas fases distintas na partida mostra que o Athletico ainda é um time que precisa evoluir. Mas, neste momento em que se necessita de soma de pontos, o negócio é vencer. E entre os resultados positivos, os jogadores e o técnico Paulo Autuori não podem achar que tudo se resolveu. A pressão continua, até porque na próxima quarta-feira (18) tem Atlético-MG pelo caminho.

Filosofia ou teimosia?

Outra vez Paulo Autuori repetia teses que a prática mostra que não funcionam mais. Erick novamente era escalado na lateral-direita, enquanto Khellven ficava no banco de reservas. A improvisação precisa ser muito justificada – e só se compreende mesmo quando não há nenhuma opção para o setor. Além de não usar um jogador de ofício, Autuori tirava Erick do meio, onde ele rende muito mais. O Athletico perdia com isso.

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Outra escolha que já começa a beirar a teimosia é a permanência de Wellington no time. Não se discute a liderança do volante, a influência dentro do elenco. Mas o jogo burocrático do capitão rubro-negro quebra o ritmo do time, sobrecarregando Christian e Léo Cittadini, que precisariam voltar mais para começar as jogadas. Mesmo assim, o Furacão tinha uma formação mais sólida que a do Goiás.

Goiás x Athletico: o jogo

Com as dificuldades táticas e técnicas dos donos da casa, o Athletico iniciou a partida com mais posse de bola e levando perigo. Poderia ter facilitado a vida logo cedo, mas Cittadini perdeu uma ótima oportunidade. Os espaços sobravam, para Erick, Nikão, Carlos Eduardo e Renato Kayzer. E foi assim que o Furacão abriu o placar – pela esquerda, Cadu fez a jogada e colocou na cabeça de Kayzer. Superior, o Furacão estava em vantagem.

O Goiás só piorou depois de tomar o gol rubro-negro. O contra-ataque estava escancarado, mas o Athletico tentava ficar mais com o controle do jogo, apesar dos gritos de Autuori pedindo que o time acelerasse para marcar o segundo. E foram pelo menos duas chances claríssimas de fazer 2×0. O treinador tinha razão, porque como ainda é um momento de reconstrução, as falhas ainda acontecem em número maior do que o normal.

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O primeiro tempo de Goiás x Athletico terminou barato para os donos da casa. Mas o Esmeraldino retornou do intervalo em cima – até teve um gol, que foi anulado por impedimento. Era preciso continuar atacando. E logo Cittadini e Pedro Henrique tiveram oportunidades. Autuori tentou manter o domínio da partida colocando Fernando Canesin no lugar do camisa 18.

Jogo aberto

Havia mais espaço para os dois times. O Furacão relaxou a marcação e o Goiás adiantou as suas peças. Ao mesmo tempo que era mais aberto, o confronto era mais perigoso. A ponto dos goianos acertarem a trave com Sandro e ficarem mais no campo de ataque. Lesionado, Carlos Eduardo saiu e Reinaldo entrou. Com Fernandão e Rafael Moura, o Esmeraldino decidiu apostar na pressão sobre a defesa rubro-negra.

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Preocupado, Paulo Autuori colocou Zé Ivaldo para tentar evitar a bola alta do Goiás. Era um momento de segurar o resultado diante de um adversário desesperado. Uma sensação que o Athletico já vivera neste Brasileirão. Mas, acima de tudo, mesmo tendo passado apuros no segundo tempo, o Furacão garantiu a vitória, a saída pelo menos por ora da zona de rebaixamento e mais tranquilidade para botar ordem na casa.