Goiás x Coritiba corria muito bem para o Coxa até o final do primeiro tempo. Em vantagem, jogando melhor e com a vitória encaminhada. Mas uma pane da defesa alviverde, com um pênalti infantil de William Matheus e uma expulsão mais infantil ainda de Rodolfo abriram o caminho para a recuperação do Goiás. Os donos da casa viraram o jogo, mas Sabino, que tinha feito um gol contra, marcou de pênalti aos 50 do segundo tempo e garantiu o resultado de 3×3 nesta quarta-feira (9), na Serrinha.

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O empate mantém o Coritiba sob pressão no Campeonato Brasileiro – e é assim que o Coxa vai para o Atletiba de sábado (12). E mostra como a competição não permite falhas. Além dos erros no primeiro tempo, outras duas bobeadas fizeram o 2×0 a favor virar 3×2 contra. O alívio no último lance acabou se misturando com a frustração alviverde.

As trocas no Coxa

O Coritiba tinha uma alteração significativa em sua escalação. Hugo Moura entrava pela primeira vez como titular, assumindo a vaga de Matheus Galdezani. Certamente havia a questão física, que vem minando o camisa 20 alviverde nas últimas rodadas. Ele precisava de um descanso. Mas o volante que chegou recentemente do Flamengo ganhou espaço rapidamente (foi o melhor em campo contra o Atlético-MG) por dar uma característica diferente ao meio-campo do Coxa – e bem com a cara de Jorginho.

Hugo Moura marca muito, tem imposição física e faz a transição do meio para o ataque. Ele deixaria o meio alviverde mais forte – e, na cabeça do treinador, sem perder a chegada ofensiva. Se as virtudes de Hugo animavam Jorginho, o Coritiba iniciaria o jogo sem um ‘pensador’. Teria jogadores que carregam a bola no centro do campo e três pontas de lança, Sassá, Robson e Igor Jesus, este de novo como extrema. A escalação de Igor reforçava essa intenção de uma imposição física.

Goiás x Coritiba: bola rolando

Com a formação que entrou em campo, o Coritiba também tinha a intenção de resistir fisicamente a uma marcação mais intensa, desde a saída de bola do Goiás. Mas foi no contra-ataque que o gol saiu, na jogada mais bem-sucedida do Coxa no Brasileirão – saída de William Matheus pela esquerda, Robson fecha para o meio. O lateral cruzou, Sassá escorou e o camisa 30 fez o gol alviverde.

Robson abriu o placar para o Coritiba. Foto: Divulgação/CFC

Em vantagem, o plano mudava. Era a vez dos visitantes voltarem todos para marcar, com Sassá e Igor formando a primeira linha de marcação, mas defendendo na intermediária. O Goiás estava pressionado pela lanterna, pelo placar adverso e pelas dificuldades técnicas do time. Havia muito espaço para o contra-ataque alviverde. E também era possível controlar o jogo. O Coxa era superior aos donos da casa.

Com Edílson sendo dominado na direita, era por ali que o Coritiba jogava – e foi por lá que veio o cruzamento para Sassá acertar a trave. E o lateral que estreava no Goiás se uniu a Tadeu em uma trapalhada que terminou no gol de William Matheus. Com muita tranquilidade, o Coxa fazia 2×0. Mas o primeiro tempo terminou com o gol dos donos da casa – pênalti cometido pelo próprio William Matheus e convertido por Rafael Moura. E com uma bobagem de Rodolfo sendo expulso por acertar o He-Man na zona do agrião.

Tensão

O Coxa seria pressionado no segundo tempo. E perdeu logo de saída o seu melhor jogador – Matheus Sales saiu machucado para a entrada de Matheus Galdezani. O jogo era mais no campo de defesa alviverde, e Wilson passou a ser mais exigido. Para arrumar o sistema de marcação, Jorginho sacou Sassá e Matheus Bueno para colocar Natanael e Rhodolfo.

Ainda dava para sair no contra-ataque, mas eram momentos mais raros. O Coritiba tinha que viver a tensão de ser pressionado, e lutava para tentar manter a bola no campo ofensivo, trabalho que praticamente se restringiu a Robson, pois Igor Jesus se desdobrava para segurar os zagueiros goianos e não aumentar a blitz dos donos da casa.

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Só que foi justamente em uma saída em velocidade que veio o empate esmeraldino. E puxada pela dupla Daniel Bessa e Rafael Moura, preparando a jogada para o gol de Ignacio Jara. E, pra piorar, Sabino fez gol contra logo depois, após a furada de Rhodolfo. Uma vitória certa corria por entre os dedos alviverdes. Mas, na base da vontade e de um pênalti cometido por Rafael Vaz igual ao de William Matheus, veio o empate com o mesmo Sabino. Um empate maluco, e dois pontos que correram das mãos do Coritiba.