A pressão surtiu efeito. Com a autorização da secretaria da Saúde, o futebol paranaense reinicia oficialmente suas atividades. Sabendo que o OK das autoridades viria, o Coritiba se antecipou em algumas horas, e praticamente todos os clubes, incluindo Athletico e Paraná Clube, já estão prontos para a volta aos treinamentos.

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Continuo achando apressado esse retorno. Pode parecer pouco tempo de diferença, mas duas semanas a mais de espera fariam com que a parte mais dramática da pandemia do coronavírus – a que vivemos agora – fosse ultrapassada. Mas o lobby dos cartolas já vinha de tempos, e o apoio de cima, quer dizer, do presidente Jair Bolsonaro, vai abrindo brechas em alguns estados. E também no Paraná.

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E, como sempre acontece, quando se abre uma possibilidade há quem queira mais. Foi a reação do presidente da FPF, Hélio Cury, na entrevista à rádio Banda B. Ele afirmou que espera a volta do Campeonato Paranaense para a metade de junho, como estava no texto postado aqui nas primeiras horas da segunda-feira (25).

Devagar com o andor

Não é o caso ainda de pensar em jogos. E essa posição não é somente minha, mas também é do secretário da Saúde, Beto Preto, que falou à rádio Transamérica. Na verdade, ele deixou claro que nenhum treino com aglomeração de atletas está permitido, apenas trabalhos físicos com a adoção do protocolo dos clubes.

Na conversa que os jornalistas tiveram com Dorival Júnior, técnico do Athletico, ele deixou escapar o adjetivo ‘lamentável‘ ao falar da forma como tudo foi decidido. E foi direto ao assunto quando demonstrou preocupação com intenções “de voltar a jogar na próxima semana”.

E realmente não há como projetar ainda uma volta das competições no futebol paranaense. Não dá pra pensar em qualquer competição no futebol brasileiro. O momento é de foco total na luta contra a covid-19. E o futebol precisa estar conectado com os brasileiros, e não desligado da realidade.

Exceção no futebol paranaense

Outro grande empecilho para as pretensões da volta do campeonato estadual é a posição do Londrina, que não se programou para voltar a treinar. O Tubarão passou a ser uma corajosa exceção, inclusive com a posição do gestor Sérgio Malucelli que o retorno aos treinos é “uma loucura muito grande”. Sem o LEC treinando, não há ainda como a FPF programar a realização das quartas de final do Paranaense.


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