Paraná e Athletico entram em campo nesta quarta-feira (26) com grandes chances de darem respostas aos seus torcedores. De um lado, o Tricolor, líder da Série B, tem chances reais de classificação na Copa do Brasil diante do Botafogo. De outro, o Furacão, com três derrotas seguidas no Brasileirão, pode buscar a reabilitação contra o São Paulo.

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Óbvio que não são ‘jogos jogados’. O Paraná Clube precisa reverter a vantagem dos cariocas, e o Athletico vem em um momento ruim. Mas, acima das dificuldades que os dois confrontos trazem, há condições reais de termos uma quarta extremamente positiva para Paraná e Athletico. E para o futebol paranaense.

Paraná x Botafogo

Já faz tanto tempo, parece que faz uns cinco anos que tivemos o jogo de ida entre Paraná e Botafogo pela Copa do Brasil. Ainda nem especulava-se parar com o futebol, apesar de a pandemia do novo coronavírus já estar por aqui. O Tricolor não jogou mal, mas faltou poder ofensivo ao time na derrota por 1×0. Lá em março, já dizia que a disputa estava aberta.

Autuori, a máscara não é no queixo! Foto: Vítor Silva/Botafogo

Agora está mais ainda, porque o Paraná Clube joga melhor do que em março. Ainda falta constância ofensiva – Andrey e Bruno Gomes marcaram quatro gols em dois jogos, mas passaram em branco e com atuação ruim diante do Operário. Mas a zaga está mais segura, Renan Bressan já está mais inteiro fisicamente e Jhony vive ótima fase. É possível ao Tricolor vencer por pelo menos um gol de diferença para levar a decisão para os pênaltis.

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É preciso, claro, conter o Botafogo. O time de Paulo Autuori tem um ataque jovem e rápido e ainda espera por uma resposta melhor de Honda. Jogou muito bem diante de Flamengo e Atlético-MG, os dois favoritos ao título brasileiro, e ainda tem a vantagem do empate. Mas o Paraná chega forte para o jogo e para dar um presente ao seu torcedor.

São Paulo x Athletico

É possível dizer que o São Paulo de Fernando Diniz é o time mais desarrumado do Campeonato Brasileiro. Para quem viu o trabalho dele no Athletico não há nada de surpreendente, mas fora daqui há uma proteção ao treinador raras vezes vistas por aqui. E o tricolor paulista vai sob forte pressão para o jogo contra o Furacão, mesmo após a vitória do domingo (23) sobre o Sport.

Fernando Diniz. Precisamos falar mais? Foto: Henry Milleo/Arquivo

O cenário é ótimo para uma recuperação do Athletico. As más atuações nas derrotas para Santos, Palmeiras e Fluminense assustaram, e as declarações do diretor Paulo André não foram exatamente um alento. Mas a comissão técnica rubro-negra certamente já notou várias coisas que não podem ser mais repetidas – para que o que hoje é considerado teimosia não se transforme em um problema pior.

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É hora de Marquinhos Gabriel esquentar o banco, de Carlos Eduardo não ser primeira opção de troca no ataque, de Pedrinho ter tempo de jogo – inclusive como titular. A volta de jogadores como Abner e Guilherme Bissoli pode dar mais solidez ao time, mesmo que Nikão ainda não retorne. O jogo no Morumbi pode ser a oportunidade que o Athletico tanto precisava para conter a série de derrotas.