Paraná x Confiança marcou a reestreia do técnico Rogério Micale no Tricolor. Mas repetiram-se os problemas que o time já apresentava em outras rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Quando o Paraná Clube mais precisou de qualidade, não havia de onde tirar. E o empate em 1×1 foi justo na noite desta sexta-feira (6), na Vila Capanema.

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Essa carência técnica não é de agora. Lá atrás, quando se constatava que o Tricolor havia chegado ao seu limite, o maior problema era esse. Era a dificuldade em encontrar soluções no elenco. E ainda mais com Micale tendo poucos dias para trabalhar desde a contratação. Dá pra melhorar um pouco, mas talvez não da forma que a diretoria e boa parte da torcida esperam.

O primeiro time

Havia uma expectativa natural para a primeira escalação de Rogério Micale. E neste Paraná x Confiança houve alterações em relação às formações de Allan Aal, em especial a derrota para o Cruzeiro. Mas talvez não fossem exatamente as trocas esperadas pela torcida. Erro de Micale? Claro que não. São as opções que o treinador tem à disposição. O único jogador novo que seria usado era Philipe Maia, que estrearia na defesa ao lado de Salazar.

O ataque não tinha Andrey, mas teria Marcelo em seu lugar ao lado de Bruno Gomes e Thiago Alves. Renan Bressan teria a companhia de Karl e Luan no meio-campo (no lugar dos suspensos Jhony e Higor Meritão) e na defesa a outra novidade era a importantíssima volta de Jean Victor para a lateral-esquerda. Alisson voltava para o gol. E esperava-se uma postura diferente, com um setor ofensivo mais fluido e com um controle tático mais forte.

Paraná x Confiança: o jogo

O time sergipano ficava postado em um 4-1-4-1 e apostava na velocidade de Ítalo e Reis. Caberia ao Tricolor tomar conta do jogo, aproveitando a motivação natural em um jogo de estreia de treinador. A mudança mais clara de Micale era dar mais liberdade aos extremas – Thiago Alves e Marcelo podiam fechar mais pelo meio, buscar outros espaços. Mas o início do jogo foi de dificuldade para superar a linha defensiva do Confiança.

Até de cabeça Jean Victor tentou. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

A marcação do Paraná teve uma readaptação. Tinha seus zagueiros protegidos por Luan à frente deles e depois a linha de quatro com Thiago, Karl, Bressan e Marcelo. Um modelo usado no início da competição. Mas o adversário era mais equilibrado, melhor posicionado. E passou a ficar mais com a posse de bola. Nos donos da casa, as principais armas continuavam sendo Paulo Henrique e Jean Victor. E Thiago Alves teve a única chance do primeiro tempo, acertando a trave numa cabeçada.

Mas era aquele jogo perigoso, em que um erro poderia ser fatal. O Tricolor já tinha cometido dois, com Luan e Salazar, mas faltara qualidade aos visitantes. Rogério Micale se exasperava, mas o time não apresentava nada muito diferente das últimas rodadas da Segundona. Talvez nem fosse para ser de outra forma, não se faz uma mudança radical em quatro dias de treinamento.

Segundo tempo

O técnico tricolor apostou em duas mudanças na volta do intervalo – Andrey no lugar de Marcelo e Léo Castro no lugar de Bruno Gomes. Mas a maior cobrança era por agressividade. E que Bressan entrasse no jogo. Mas o gol do Paraná não passou pelo camisa 10 – após um belo lançamento de Andrey, o goleiro Rafael Santos se atrapalhou todo e Léo Castro marcou. Chorado, sofrido. Mas foi gol.

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A vantagem não estabilizou os donos da casa. Tentando jogar no erro do Confiança, o Tricolor foi dando espaços, e rapidamente veio o empate no oportunismo de Reis, depois das falhas defensivas – técnicas e de posicionamento. Aí era preciso subir a montanha de volta, mas aí novamente se sentiu a falta de peças para mudar o panorama da partida. Um problema que, por mais que Rogério Micale tenha capacidade, não há como o novo treinador mudar.