O anúncio da contratação de Rodrigo Santana como treinador do Coritiba foi às 22h40 desta quinta-feira (29). Um horário inusitado para uma decisão tão importante. E uma escolha, convenhamos, pra lá de surpreendente. Desde que demitiu Jorginho, no domingo passado (24), o clube foi recebendo seguidas negativas de técnicos mais renomados – Vanderlei Luxemburgo, Ney Franco, Lisca, Roger Machado, Tiago Nunes. No final, traz um profissional de perfil completamente oposto a eles. Uma aposta.

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Aposta inclusive arriscada e que mantém a batata quente na mão da diretoria – em especial, do presidente Samir Namur, que teria batido o pé pela escolha de Rodrigo Santana. Afinal, o treinador chega praticamente de paraquedas no Alto da Glória, com apenas cinco jogos treinando o Avaí nesta temporada e em meio a um turbilhão. Rodrigo é um técnico jovem, que certamente quer mostrar serviço, mas já chega com rejeição de boa parte da torcida e uma tarefa gigante pela frente – provar que não é um “tampão”.

Só dois meses?

Nesta quinta mesmo, o brilhante jornalista Leonardo Mendes Júnior, que faz falta no esporte, ressaltou nas redes sociais (fazia tempo que não escrevia isso) que a dificuldade do Coritiba em contratar um técnico passava também pela questão eleitoral. É bom lembrar que a eleição para presidente do Coxa acontece em 45 dias. Portanto, Rodrigo Santana chegou agora e, caso uma das chapas de oposição vença, pode acabar sendo demitido. Esse “prazo de validade” é mais uma pressão sobre ele.

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O novo técnico do Coritiba não só tem que recuperar o time no Campeonato Brasileiro. Ele precisa ter resultados rapidamente também para ‘conquistar’ Renato Follador e João Carlos Vialle, que vão enfrentar Samir Namur na eleição de dezembro. É muita coisa para a terceira experiência em um clube de porte. Rodrigo Santana tem o suporte do presidente e o apoio de Ricardo Oliveira. Mas precisará de vitórias – para tirar o Coxa do sufoco e não ser apenas um “tampão”.