O futebol tem a qualidade como diferencial, e foi isso que aconteceu neste Santos x Athletico. Na noite deste domingo (16), na Vila Belmiro, Marinho e Soteldo deitaram e rolaram no Furacão e lideraram a vitória do Peixe por 3×1. Os dois têm um poder de decisão raro no Campeonato Brasileiro, e acabaram encerrando com a invencibilidade rubro-negra de oito partidas.

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Após 35 minutos de domínio, o Furacão levou o primeiro gol e dali em diante não conseguiu render. Quando tentou ser mais ofensivo, faltaram pernas para tentar algo mais. Além disso, o time errou mais do que o habitual – tanto jogadores que vinham de boa fase, como Lucas Halter, quanto de quem não vem jogando bem, como Marquinhos Gabriel.

Santos x Athletico: nada de novo

Dorival Júnior não estava em Santos – vai aqui o desejo de pronta recuperação pra ele -, mas seu filho e auxiliar Lucas Silvestre comandaria um time que poderia ser considerado o titular deste início do Brasileiro. Jonathan e Abner nas laterais, Marquinhos Gabriel no meio e Vitinho e Vinícius Mingotti na frente eram definições do treinador e começaram o jogo na Vila Belmiro.

E se os jogadores eram os mesmos, o plano de jogo era o mesmo. Era o Furacão que ficava mais com a posse de bola, marcando adiantado e tentando evitar que Soteldo e Marinho fossem acionados. Os dois pontas do Peixe eram as grandes preocupações, pela capacidade de decisão que ambos têm – e que pode ser decisivo para tirar o time treinado por Cuca de um Brasileirão de risco.

Para quem não acompanha muito o Athletico, poderia até surpreender o domínio de jogo, mas era natural pela postura dos dois times. O Santos apostava nas jogadas de velocidade que Carlos Sánchez poderia criar para seus extremas. Mas o Furacão era superior, jogando com paciência para encontrar uma possibilidade de gol. A dificuldade rubro-negra seguia na criação central, pois Marquinhos Gabriel não rendia.

Erro na saída

O Athletico trabalhava com tanta tranquilidade que acabou se desligando. E numa saída errada de Lucas Halter, os dois melhores jogadores do Peixe foram rápidos – Marinho cruzou e Soteldo, livre, abriu o placar. E minutos depois um lance semelhante só não provocou o segundo do Santos porque o venezuelano quis mitar com um passe de letra em vez de chutar.

Atrás no placar, o Furacão demorou a se reencontrar. Terminou o primeiro tempo parecendo ainda atordoado, sem conseguir jogar no campo adversário. E ainda tomou o segundo gol em outra jogada de Marinho, que cruzou a área e chegou em Felipe Jonatan, que acertou uma pancada na gaveta. Com 2×0 contra, e ainda com Nikão acertando a trave, seria preciso dar uma chacoalhada no time.

Na volta do intervalo, Carlos Eduardo entrou no lugar de Vinícius Mingotti – a mesma alteração do jogo contra o Goiás. Mas o Athletico seguia sofrendo com a falta de criatividade. E como Vitinho e Nikão eram bem marcados, o time ficava encaixotado. Logo após o lance em que houve a reclamação de pênalti sobre Carlos Eduardo, Lucas Silvestre mexeu, tirando Marquinhos e Vitinho para as entradas de Richard e Pedrinho.

Parte final

Com as trocas, Léo Cittadini jogaria mais à frente. Mas Pedrinho não foi para o comando do ataque, entrou na mesma posição de Vitinho. Só que faltava força, força física mesmo – o Athletico sentia o desgaste do nono jogo em menos de um mês. Tanto que não havia muitas chances criadas, nem arremates de média distância. O rendimento rubro-negro não foi bom no segundo tempo.

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Na tentativa de pressionar, o Furacão deu espaços, e se não fosse Santos salvar nos chutes de Sánchez e Diego Pituca, os donos da casa teriam feito o terceiro. Nesse momento, Khellven e Geuvânio estavam em campo, e eles viram outra falha de Lucas Halter terminar no gol de Marinho. Abner até descontou, mas ficou nisso. Com seus dois destaques resolvendo, o Peixe venceu com justiça, e mostrou que o talento faz diferença.


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