O primeiro turno ainda não terminou, mas Sport x Athletico foi uma espécie de triste desfecho para o Furacão nesta primeira parte de Campeonato Brasileiro. A derrota para o Leão por 1×0, neste domingo (1), em Recife, deixou o Rubro-Negro na penúltima colocação, mas a fraca atuação da equipe voltou a preocupar. Um choque de realidade após os bons momentos diante do Flamengo para manter em alerta o técnico e dirigente Paulo Autuori.

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Em muitos jogos, como neste domingo, o Athletico demonstrou falta de pegada para encarar o gigantesco desafio que é escapar do rebaixamento. Criou pouquíssimo – a rigor, duas jogadas – em toda a partida, apresentou erros de posicionamento e com ação pouco afirmativa do treinador, que no caso foi Bernardo Franco. Uma tarde muito ruim em Recife.

Um jeito de jogar?

O jogo contra o Flamengo, pelo rendimento e pela força do adversário (apesar da derrota), ficou como um bom caminho para Paulo Autuori. Por isso, ele praticamente não mexeu no time. Sem Thiago Heleno e Pedro Henrique, nem haveria motivos para fazer mudanças profundas. Erick seguia improvisado na lateral-direita – uma decisão claramente por confiança no volante.

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Troca mesmo houve no ataque. E apesar de Walter ter sido o melhor jogador do Furacão no meio da semana, Renato Kayzer era o titular. Por mais que o camisa 19 tenha atuado bastante desde o retorno, ele ainda é um atleta com déficit físico em relação ao restante do elenco. Por isso, ele foi para o banco diante do Sport, que apostava demais em Thiago Neves para ditar o ritmo da partida.

Sport x Athletico: o jogo

Diante de um adversário que não tem o perfil de imposição tática, o Rubro-Negro não podia tentar aplicar a velocidade do segundo tempo do jogo contra o Flamengo. Era mais uma partida de posse de bola, disputada em ritmo lento nos primeiros minutos. Nem Athletico nem Sport levavam perigo aos goleiros, apesar de alguns caminhos estarem aparecendo – Reinaldo tinha vantagem clara sobre Patric.

Era acelerar um pouco que o Furacão conseguiria controlar totalmente a partida. Tirando em erros de posicionamento de Felipe Aguilar e Zé Ivaldo, o Leão não ameaçava Santos, enquanto o Athletico já começava a ocupar mais o campo de ataque. Faltava dar o passo à frente, um jogo mais agressivo, que passava por Léo Cittadini e Nikão, que apareciam pouco.

Adryelson leva vantagem sobre Renato Kayzer. Foto: Anderson Stevens/Sport

Mesmo assim, foram os visitantes que tiveram a melhor chance, no gol anulado de Renato Kayzer, lance que precisou da ação do VAR para ser definido. Foi quando Reinaldo partiu para o um contra um com Patric, e deu certo. Essa tentativa do drible, da jogada individual, parecia ser a melhor – ou mesmo única – forma de mudar a partida.

Etapa final

O Sport voltou do intervalo pressionando, e rapidamente abriu o placar. Com o jogo manjado de acionar Patric lá na frente, os pernambucanos conseguiram atacar por ali, e no passe do lateral Thiago Neves fez 1×0. Mais uma vez em cima do setor de Márcio Azevedo. A decisão de Bernardo Franco foi colocar Wellington e os meninos Khellven e João Vítor, saindo Richard, Christian e Márcio Azevedo.

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Só que as três alterações não mudaram a postura atleticana. Seguia sendo um time de transição lenta, que dependia apenas das arrancadas de Reinaldo para gerar desequilíbrio ao sistema defensivo do Sport. O resultado era que os donos da casa continuavam dentro do campo rubro-negro. Walter, talvez o único que poderia mudar o panorama ofensivo, entrou no lugar de Cittadini. Mas o Athletico não conseguia jogar. E foi assim até o final. Se o jogo contra o Flamengo foi animador, a partida em Recife foi decepcionante.