Líder do Campeonato Mineiro e do seu grupo na Copa Libertadores, classificado antecipadamente à segunda fase das duas competições, o Cruzeiro ostenta números positivos de pontos conquistados, gols marcados e também de disciplina. Em 14 jogos oficiais no ano, não levou nenhum cartão vermelho.

O desempenho disciplinar contrasta com o histórico do técnico Cuca. Nervoso à beira do gramado, é comum ver os times treinados por ele recebendo muitos cartões. Neste ano, no Cruzeiro, a situação é oposta.

“Contra o América-MG, nós fizemos 13 faltas no jogo e sofremos 33. Contra o Guarani do Paraguai, me parece que fizemos 12 faltas. Temos tido uma média de 10 a 15. Tentamos sempre tomar a bola, como a gente pede nos treinos. Força e lealdade é o nosso lema”, destacou Cuca.

O goleiro Fábio acredita que a falta de cartões vermelhos em 15 jogos no ano mostra que o posicionamento dos atletas em campo está correto. “É o equilíbrio que a gente já pode observar no decorrer desta temporada. Mas acho que é muito também do posicionamento de cada jogador, que facilita para que você esteja bem colocado, fazendo sempre a melhor marcação possível, sem ser desleal”, disse o goleiro.

Já o meia Roger divide a explicação sobre a ausência de vermelhos entre a postura ofensiva e a experiência do time: “Acho que é estilo. O Cruzeiro hoje joga um futebol mais vistoso, joga mais para frente. É um time que por poucas vezes perde para o adversário em porcentagem de posse de bola. Quanto mais você tem a bola, menos riscos você tem de fazer uma falta. Mas também é um time experiente, que sabe que em uma competição como a Libertadores, ter um jogador a menos pode definir uma classificação”, lembrou.