Porto Alegre – Em apenas dez dias no comando do Grêmio, o técnico Cuca já sentiu o tamanho do desafio que assumiu quando contrariou seus empresários, que tinham propostas de clubes da Arábia Saudita e do Japão, e optou por treinar o time pelo qual conquistou mais títulos como jogador.

Foram apenas três jogos orientando o tricolor, suficientes para ele constatar que teria vida difícil, depois do empate por 1 a 1 contra o Paysandu; ameaçar ir embora, após a derrota por 2 a 0 para o Internacional; e prometer a reviravolta ao final de mais uma derrota, para o São Caetano, por 2 a 0. “Não estou apavorado, mas também não vou dizer que estou tranqüilo”, admite.

A maior obrigação, e mais importante, é conquistar pelo menos 23 dos 45 pontos que ainda vai disputar no campeonato brasileiro para retirar o clube da penúltima posição na tabela e evitar o rebaixamento para a segunda divisão. Um cálculo bem diferente daquele que Cuca fazia há 20 dias, quando dirigia o São Paulo e sonhava com 85 pontos para conquistar o título.

Sábado, para fazer andar o projeto atual ele terá de ajudar a afundar os planos de seu ex-clube, que vai enfrentar pela primeira vez desde que deixou o Morumbi.