Apesar de elogiada, A Arena (com Fleury
à frente) ainda precisaria de muitas obras.

Apesar de todos os problemas verificados durante o jogo Brasil 3 x 3 Uruguai, disputado em novembro, no Pinheirão, a cidade de Curitiba conseguiu somar pontos junto à CBF para o futuro, quando o assunto é Copa do Mundo de 2014. Durante a entrevista que o presidente da CBF concedeu no hotel em que está a seleção brasileira, em Assunção, antes do jogo de ontem à noite, Ricardo Teixeira citou a cidade com uma das sedes, se o Brasil for escolhido como sede da competição. No entanto, o estádio mais indicado para isso deverá ser a Arena da Baixada, e não o estádio da Federação.

Teixeira citou o estádio do Atlético como um dos três que oferecem as melhores condições atualmente, apesar de ressaltar que em todos os doze ainda são necessárias muitas obras. A Agência Estado apurou que, como já jogou pelas eliminatórias em Manaus (1 a 0, contra Equador) e Curitiba (3 a 3 com Uruguai), pode-se afirmar que cinco cidades estão certas na lista que a CBF enviará em quatro anos para a Fifa, na disputa da sede da Copa de 2014: Belo Horizonte, São Paulo, Maceió, Manaus e Curitiba.

Das 12 cidades que vão ser indicadas pela CBF fazem parte ainda o Rio de Janeiro e Salvador, que devem abrigar jogos do Brasil em 2005.

Já para as eliminatórias atuais, os critérios são outros. “No Maracanã, a pressão é sempre muito forte. Temos de pensar nesse aspecto antes de programar para o Rio uma partida”, prosseguiu, durante entrevista ontem a tarde, no hotel da delegação, em Assunção, pouco antes de ir para o Estádio Defensores Del Chaco. O dirigente disse que a opção por São Luís para o jogo final das últimas eliminatórias, quando o Brasil derrotou a Venezuela e garantiu classificação à Copa de 2002, foi tomada por causa da convicção da entidade de que a seleção seria muito bem recebida no Maranhão.

Entre as obras previstas nos cadernos de encargo incluem-se melhorias nos acessos dentro e fora do estádio e assentos mais confortáveis para os torcedores, no que poderia resultar na diminuição da capacidade de público de alguns centros. “Na Copa da França jogamos em estádios com limite de pouco mais de 30 mil pessoas. Na Coréia do Sul, em 2002, também. A Fifa só exige dois estádios para grande público, o de abertura e o de encerramento do Mundial.”

Ele citou como os que oferecem melhores condições, hoje, no Brasil, o Vivaldo Lima (Manaus), a Arena da Baixada (Curitiba) e o do Paysandu (Belém). “Mas todos ainda precisam de obras.” Como se recorda, o Atlético iniciou há 15 dias a colocação de cadeiras em todos os setores do atual estádio, que ainda teria de ser concluído na sua totalidade.

CBF explica critérios para os jogos da seleção

Assunção –

A escolha do local dos jogos da seleção nas eliminatórias do mundial de 2006, aqueles disputados no Brasil, tem obedecido a critérios até então mantidos em sigilo pela direção da CBF. A definição dos estados onde vão ser realizadas as partidas está associada ao cumprimento de exigências feitas pela CBF. Ou seja, a entidade apresenta um caderno de encargos para as federações de futebol e governos estaduais, estabelece prazos para reformas nos estádios e, com isso, avança algumas etapas na preparação do País para ser sede do mundial de 2014, decisão que a Fifa anunciará em 2008.

“Modernizar agora os estádios, com a ajuda de recursos públicos, é uma maneira de dar duas tacadas numa só”, disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

De acordo com o dirigente, a escolha segue também uma estratégia, a de evitar que jogos de “risco” sejam disputados em cidades onde tradicionalmente o público é mais crítico, “menos paciente”. Para o clássico de 2 de junho, com a Argentina, Teixeira optou pelo Mineirão após um pedido do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).

Embora tenha lembrado que a torcida local tivera atitude muito severa com a seleção durante um jogo disputado em 1993, pelas eliminatórias, no qual o Brasil venceu a Venezuela por 4 a 0, Teixeira, decidiu-se pelo Mineirão por considerá-lo “um palco suntuoso” para a importância da partida e pelo fato do Estado não abrigar jogos de peso da seleção há vários anos.

A partida seguinte, em casa, contra a Bolivia, também já está marcada: será no Morumbi. A CBF quis homenagear São Paulo, no ano em que a cidade comemora 450 anos. Além disso, a princípio, a Bolívia não é um adversário temível. Depois desse confronto, a seleção voltará a atuar em casa, contra a Colômbia, em Maceió.

Custo

Ricardo Teixeira disse que o custo das eliminatórias para o Brasil, só no que se refere a passagens aéreas, é de cerca de 3 a 4 milhões de dólares. O jogo com o Paraguai, ontem, representou uma despesa geral para a CBF de US$ 250 mil.

Amistoso

Ele confirmou amistoso em 20 de maio, do Brasil contra a seleção da Catalunha, na Espanha, e disse que os jogadores convocados para a partida poderão ficar juntos com a seleção até o dia 25, data do jogo com a França, em Paris, em comemoração ao centenário da Fifa.