Brasília – A delegação do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) embarca amanhã à noite para Amsterdã, na Holanda, para a disputa do Campeonato Mundial de Tiro Adaptado. A competição acontecerá entre os dias 24 e 27, em Apeldoorn, uma cidade que fica a 100 quilômetros da capital holandesa.

O Brasil vai competir com armas de ar comprimido, nas provas de pistola e carabina, em um campeonato com status MQS-2, Minimum Qualifying Score, método que regula e estabelece o índice mínimo de pontos que classifica o atirador para o ranking internacional.

O vice-presidente do CPB, Irajá de Brito Vaz, é o chefe da delegação brasileira; Kleber Veríssimo, o diretor técnico; Roberto Vital, diretor médico; Paulo de Lima e Silva é o técnico de cinco atiradores que viajam em busca de vagas para o Brasil na Paraolimpíada de Atenas 2004.

Dos que atiram com pistola três são ex-policiais militares, todos do Rio de Janeiro, feridos em serviço, hoje portadores de lesão medular: Walter Calixto de Oliveira, Cillas Viana e Carlos Strub; o outro é o curitibano Sérgio Adriano Vida, ex-oficial do Exército também lesado medular, em conseqüência de acidente de carro. O atirador de carabina é Rui de Lima Bueno, de Curitiba, com seqüelas de medula por ferimento à bala no cumprimento de atividades profissionais.

Clínicas de tiro

No Brasil, o Tiro Paraolímpico ainda é um esporte incipiente. No ano passado, o CPB lançou o programa “Clínicas de Tiro Adaptado” com o objetivo de incentivar a modalidade e descobrir valores capazes de chegar ás competições mundiais.